Copa de 2026 deve acelerar consumo online

Copa do mundo, Copa de 2026

A Copa do Mundo de 2026 deve consolidar um movimento já em curso no varejo brasileiro: a transformação de grandes eventos em gatilhos diretos de consumo digital. Levantamento da Rakuten Advertising aponta que 91% dos brasileiros pretendem comprar produtos ou serviços motivados pelo torneio, indicando que o evento amplia seu papel além da audiência e passa a atuar como motor relevante de receita ao longo de toda a jornada de compra.

O dado não se limita à intenção, mas revela também um nível mais avançado de maturidade do consumidor. Segundo o estudo, 53% dos entrevistados já têm decisão de compra definida, enquanto outros 26% apresentam alta propensão a consumir. Esse cenário aponta para um encurtamento do funil e maior previsibilidade para marcas e varejistas, especialmente no ambiente digital, onde 73% afirmam que devem ampliar seus gastos durante o período.

A dinâmica de consumo também mostra antecipação em relação ao calendário esportivo. Cerca de 63% dos consumidores concentram suas compras antes do início da competição, entre semanas e meses que antecedem o torneio. Já 16% realizam aquisições durante os jogos, impulsionados por estímulos de urgência. O comportamento evidencia uma jornada híbrida, que combina planejamento prévio com decisões em tempo real, exigindo estratégias capazes de capturar demanda em diferentes momentos.

A fragmentação da audiência também impacta diretamente o ambiente competitivo. A TV aberta ainda mantém alcance relevante, atingindo 72% dos consumidores, mas divide espaço com plataformas digitais. YouTube e CazéTV chegam a 62%, enquanto redes sociais alcançam 63%, reforçando a necessidade de estratégias omnichannel, nas quais descoberta, consideração e compra se distribuem entre diferentes canais.

Nesse contexto, creators e afiliados assumem papel mais direto na conversão. De acordo com o levantamento, 83% dos consumidores consideram recomendações de influenciadores, enquanto 71% levam em conta links de afiliados no processo de decisão. “A Copa intensifica um comportamento que já vinha se consolidando: o consumidor decide enquanto consome conteúdo. Isso transforma mídia em ponto de venda e exige das marcas integração entre influência, dados e performance”, avalia Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank.

Apesar da evolução dos canais e formatos, os critérios de decisão seguem ancorados em fatores tradicionais. Frete competitivo (47%), confiança na loja (44%) e preço (43%) lideram as prioridades dos consumidores. Ao mesmo tempo, o smartphone se consolida como principal interface de compra, com 66% dos brasileiros priorizando o mobile, reforçando a centralidade da experiência digital no varejo.

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