OPPO quer ser a 2ª maior marca Android no Brasil até 2029

André Alves, gerente sênior de vendas da OPPO Brasil

A OPPO definiu uma meta ambiciosa para sua operação no Brasil: se tornar a segunda maior marca de smartphones Android no país até 2029. A estratégia combina produção local, expansão acelerada no varejo e forte investimento em branding.

“Nosso plano é ser a segunda marca Android no Brasil até 2029. Estamos trabalhando intensamente para isso”, afirmou André Alves, gerente sênior de vendas da OPPO Brasil, durante sua apresentação durante o primeiro dia do Congress Brazil Mobile 2026.

Apesar da baixa notoriedade inicial, em 2022, poucas pessoas no país conheciam a marca, a companhia aposta em sua escala global para ganhar espaço local. Presente em mais de 70 países, com 330 mil pontos de venda e cerca de 750 milhões de usuários do sistema ColorOS, a OPPO fechou 2025 como a quarta maior fabricante global de smartphones, segundo dados de IDC e Counterpoint.

“Quando começamos a estudar o Brasil, entendemos que precisávamos ouvir muito o consumidor. Foram mais de 200 horas de pesquisa para desenvolver produtos adequados ao mercado local”, explicou Alves.

Produção local e entrada gradual no varejo

A operação brasileira começou em 2022, com foco em entendimento de mercado e testes com produtos importados. Dois anos depois, a empresa iniciou a produção local, com fábricas em Manaus e Extrema (MG), em parceria com um fabricante nacional.

“Montamos uma estrutura local trazendo engenheiros e maquinário da China para garantir o mesmo padrão de qualidade global”, disse.

A entrada no varejo foi feita de forma controlada. Inicialmente, a marca operou com poucos parceiros, como Magazine Luiza, Claro e Bemol, priorizando produtividade por ponto de venda. “A gente nunca quis abrir tudo de uma vez. Preferimos tornar cada loja mais eficiente antes de expandir”, afirmou.

A aceleração veio em 2025. A OPPO ampliou sua presença para mais de 3 mil pontos de venda e 32 parceiros, incluindo grandes varejistas e marketplaces. “Hoje estamos presentes em todos os estados e seguimos expandindo”, destacou.

Estratégia baseada em dados e comportamento do consumidor

Um dos pilares da atuação da empresa no Brasil é o desenvolvimento de produtos com base em demandas específicas do consumidor local.

Segundo Alves, pesquisas apontaram três prioridades principais no segmento de entrada: resistência, bateria de longa duração e pagamento por aproximação. “O consumidor quer um celular que aguente o dia inteiro, não quebre facilmente e permita pagar por NFC. Foi com base nisso que desenhamos nossos produtos”, explicou.

A estratégia também levou a decisões fora do padrão do mercado. Um exemplo foi a aposta em cores mais ousadas. “Nos disseram que celular rosa não vende. Quando trouxemos, virou 70% das vendas daquele modelo”, afirmou.

Portfólio e diferenciação tecnológica

A OPPO atua com três linhas principais de smartphones: a série A (entrada), a Reno (intermediária premium) e a Find (flagships e dobráveis). Entre os diferenciais tecnológicos, a empresa destaca avanços em carregamento rápido — como a tecnologia SuperVOOC — e investimentos em câmera e inteligência artificial.

“A gente trabalha há mais de uma década com carregamento rápido, sempre com foco em segurança. É uma tecnologia proprietária que inclusive licenciamos para outras marcas”, disse Alves.

A companhia também aposta em inovação para posicionamento de marca, com iniciativas como edições especiais — incluindo modelos licenciados com a Disney — e parcerias com eventos como a São Paulo Fashion Week.

Além disso, a OPPO é patrocinadora global da UEFA Champions League, movimento que reforça sua estratégia de branding.

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