Conciliar maternidade e carreira executiva é um desafio constante, mas Talita Taliberti, General Manager de Alexa no Brasil, mostra como é possível transformar essa experiência em aprendizado e produtividade. Entre filhos, viagens a trabalho e decisões estratégicas, ela equilibra a vida profissional e pessoal com disciplina, planejamento e criatividade, utilizando a tecnologia como aliada para otimizar seu dia a dia.
Para a executiva, que é mãe de dois meninos, a maternidade não só trouxe novas responsabilidades, mas também ampliou sua visão de liderança. Ela compartilha lições de empatia, escuta ativa e gestão de pessoas que a experiência com os filhos trouxe para o ambiente corporativo, além de destacar tendências e oportunidades para produtos e serviços que realmente facilitam a rotina das mães no Brasil.
Incluindo e além de Alexa, quais produtos você considera indispensável na sua rotina como mãe e profissional?
Os produtos que mais valorizo são aqueles que me poupam tempo ou carga mental e me dão tranquilidade, seja para focar no trabalho, estar presente com a família, ou me reenergizar. Alexa é minha principal aliada na organização da rotina da casa e das crianças. Não consigo mais imaginar como seria minha vida hoje equilibrando minha vida de mãe e executiva sem ela. Tenho dispositivos Echo distribuídos pela casa, o que me permite controlar diferentes funções por voz, de qualquer ambiente.
É com Alexa que coloco todos os lembretes das atividades das crianças (desde às 7h para tomar as “bolinhas da homeopatia” até às 20:30h na hora de dormir), que gerenciamos a lista de compras (qualquer adulto da casa que está na cozinha e vê que um item está acabando pode pedir à distância para incluí-lo na lista de compras), e a agenda de eventos da escola.
E no final do dia (que quase sempre é intenso), para me ajudar a desconectar do celular (que se deixar, fica me chamando para continuar conectada com vários assuntos), nada melhor do que deixá-lo de lado e pegar meu Kindle para ler um bom livro sem nenhuma interrupção. É meu momento de auto-cuidado, tão importante para me manter inteira para a jornada.
De acordo com a idade dos seus filhos, quais dicas de Alexa você daria para as mães que você já usou?
Uma das coisas que mais me encanta na Alexa é como ela pode ajudar os pais — porque cuidar das crianças não é atribuição apenas das mães — ao longo das diferentes fases dos filhos. Para pais de bebês, que estão sempre com os braços ocupados, Alexa se torna uma extensão das mãos. Dá para acender ou apagar luzes, tocar ruído branco ou música de ninar, fazer ligações…, tudo por voz, sem largar o bebê.
Na fase das crianças pequenas, onde a criação de hábitos e rotinas é tão importante, os lembretes e Rotinas se tornam grandes aliados: hora de guardar os brinquedos (dá até para criar uma Rotina com música específica e deixar o momento divertido), hora do banho, hora de dormir. Aqui em casa, os avisos da Alexa muitas vezes funcionavam melhor do que quando éramos nós falando. É também a fase da curiosidade infinita (“Por que o céu é azul?” ) e é ótimo contar com Alexa para as perguntas mais difíceis, sem precisar pegar o celular.
Isso para mim é fundamental: nos momentos de conexão com as crianças, qualquer coisa que me ajude a não pegar o celular é maravilhosa, porque senão o risco de ser “sugada” por e-mails, mensagens e redes sociais é enorme. As crianças também adoram ouvir histórias, e as de Alexa fazem muito sucesso.
Na idade escolar, Alexa se torna ainda mais relevante para a organização da rotina. Desde de manhã: aviso para acordar, alerta de que faltam 10 minutos para sair (então precisam escovar os dentes e calçar os sapatos), e mais um lembrete na hora de ir embora. E quando recebo aquele aviso da escola sobre levar prato de doce ou salgado para o piquenique, já coloco o lembrete imediatamente, porque confiar na memória não funciona! Nessa fase, Alexa também ajuda nos estudos: tabuada, significado de palavras… as crianças começam a buscar respostas de forma independente, o que é ótimo.
Os timers para tempo de tela são outro recurso valioso para implementar limites. Aqui em casa, o combinado é que, ao ligar a TV, eles mesmos já pedem: “Alexa, timer de 30 minutos para desligar a TV”. Quando toca, não sou eu que viro a “chata” mandando desligar. E funciona ainda melhor porque eles sabem que, se não respeitarem, eu consigo, mesmo à distância, pedir para Alexa desligar a TV, já que tenho um controle remoto universal conectado. As funcionalidades de comunicação também são ótimas.
As videochamadas pelo Echo Show viraram o principal meio dos meus filhos se comunicarem com os avós e até com alguns amigos, já que ainda não têm celular. E quando estou viajando a trabalho, é assim que nos conectamos. O Drop In também é muito útil: quando eles estão no quarto brincando ou estudando, consigo falar com eles sem ficar gritando pela casa.
Por fim, a Alexa ajuda na rotina do sono, com histórias, meditações, sons relaxantes. Quando meu filho mais velho está agitado e com dificuldade para dormir, ele já sabe que pode pedir “Alexa, abrir Minha Meditopia” e seguir a meditação do sono. Funciona muito bem.
Você enxerga oportunidades no varejo para produtos ou serviços que realmente facilitem a vida das mães? Alguma tendência que chamou sua atenção?
Vejo oportunidades muito claras no varejo para soluções que realmente simplifiquem a vida das mães. Existe um movimento crescente de reconhecer que o trabalho invisível de gerenciar uma casa e uma família — lembrar, planejar, antecipar — é exaustivo. Produtos e serviços que ajudam a aliviar esse peso, seja com lembretes inteligentes, reposição automática ou rotinas programadas, têm tudo para conquistar esse público.
Algumas tendências e oportunidades que enxergo:
Automação residencial acessível: A casa inteligente ainda parece algo futurista para muita gente, mas a realidade é que hoje, com investimento baixo, você consegue automatizar luzes, tomadas e até eletrodomésticos, controlando tudo por voz. Alguns exemplos práticos: parear um controle universal com a TV ou ar-condicionado e criar rotinas ou comandar à distância por voz; ou conectar um plug inteligente na cafeteira para programar o café logo cedo. São formas simples de trazer conveniência e poupar tempo num cotidiano corrido. O varejo tem uma oportunidade enorme de educar o consumidor e vender soluções integradas, não apenas produtos isolados.
Serviços de recorrência e antecipação: Outra frente relevante são os serviços de assinatura mais inteligentes, capazes de entender os padrões de consumo da família e antecipar necessidades do dia a dia — desde itens essenciais até produtos de cuidado com a casa. Isso reduz a carga mental e traz conveniência real. É o caso do “Programe e Poupe” da Amazon, onde você deixa itens com entrega recorrente agendada e ainda recebe desconto. Alexa também ajuda: avisa clientes da Amazon que costumam comprar certos produtos com frequência quando pode estar na hora de comprá-los novamente.
Tecnologia que dá autonomia sem depender de smartphones: Essa é uma tendência que me interessa muito, como mãe e como profissional de tecnologia. Existe um movimento crescente de pais buscando dar autonomia e segurança aos filhos sem entregar um smartphone, que vem junto com redes sociais, algoritmos de engajamento e rolagem infinita. Estamos vendo crescer a busca por “dumbphones” (celulares simples, que só ligam e mandam mensagem), relógios conectados para crianças (com localização e comunicação sob controle parental), dispositivos de voz como o Echo (acesso a informação e comunicação sem a tela sugadora), e até o retorno das câmeras instantâneas para crianças que querem fotografar sem precisar de celular. É um sinal claro: pais querem que os filhos tenham independência, mas com limites saudáveis.
O varejo que souber fazer essa curadoria tem uma grande oportunidade nas mãos.
Como a maternidade mudou a sua visão sobre liderança e tomada de decisão no varejo de produtos e serviços?
A maternidade amplia o olhar. Ela traz mais empatia, escuta ativa e consciência do impacto das nossas decisões. A maternidade me ensinou que pessoas não performam bem quando estão esgotadas, inseguras ou sem apoio. Isso vale para filhos e vale para times. Me tornei uma líder mais atenta ao bem-estar, mais aberta à flexibilidade e mais consciente de que resultados sustentáveis vêm de pessoas que se sentem cuidadas.
Passei a valorizar (muito) o tempo das pessoas. Quando você tem filhos, cada minuto conta. Isso mudou minha forma de conduzir reuniões, de pedir entregas, de respeitar horários. E também mudou minha visão sobre os produtos que desenvolvemos: eles precisam poupar tempo, não roubar tempo. Se algo que criamos complica a vida do cliente em vez de simplificar, falhamos. Também passei a valorizar ainda mais escolhas que sejam sustentáveis no longo prazo, para pessoas, equipes e clientes.
No varejo, isso significa pensar não apenas em performance, mas em experiência, inclusão e relevância real para o consumidor. E também no impacto ambiental ao longo de toda a cadeia de desenvolvimento dos produtos.
Quais foram os maiores desafios de conciliar maternidade com a liderança de uma empresa/negócio, e como você superou esses obstáculos?
Não vou romantizar: conciliar maternidade e vida executiva é difícil. Não existe fórmula mágica, e eu errei (e ainda erro) muitas vezes tentando equilibrar esses dois mundos. O maior desafio foi, sem dúvida, a gestão do tempo, da energia e das expectativas, tanto externas quanto internas. Lidar com a culpa e com a sensação de estar sempre devendo para algum lado, seja para os filhos, seja para o trabalho (sem falar do marido, família, amigos…). Estava sempre exausta!
Comecei a superar quando percebi que ser perfeita em tudo, o tempo todo, não só não era possível, como não era positivo, nem para meus filhos, nem para meu time. E fui, ao longo da jornada, descobrindo algumas estratégias que me ajudam.
Parceria real com meu marido, que entende que seu papel não é apenas “me ajudar”, mas sim ser pai de verdade. Não é fazer o que eu peço, mas assumir 100% de responsabilidade em diversas funções com as crianças.
Tecnologia como aliada, buscando automatizar o que for possível para liberar tempo e reduzir carga mental (uso intensivo de Alexa, itens de casa inteligente, assinatura de serviços de entregas recorrentes, compras online, etc).
Trabalhar em uma empresa com cultura que valoriza entregas e performance com respeito e flexibilidade, em conjunto com uma equipe unida e comprometida.
Autocuidado como prioridade. Aprendi que cuidar de mim e da minha saúde (seja com exercícios físicos ou um hobby) não é gastar tempo, é investir tempo e recarregar energia. É sustentabilidade. Mãe esgotada não cuida bem; líder esgotada não lidera bem. No fim, o maior aprendizado é que não existe “conciliar perfeitamente”. Existe fazer escolhas todos os dias, aceitar que algumas coisas vão ficar pelo caminho, e seguir com a consciência tranquila de que você está dando o seu melhor.”
Que lição da maternidade você aplica na gestão do negócio ou na forma como lida com equipes e clientes?
Posso dizer que sinto que a maternidade é como um MBA intensivo em gestão de pessoas. Algumas lições que trago para o dia a dia profissional:
Escuta ativa. Com crianças, você aprende que nem tudo é dito com palavras. Muitas vezes o que importa está no comportamento, no silêncio. Com equipes e clientes é igual: é preciso observar e ouvir além do óbvio.
Clareza e consistência. Crianças precisam de regras claras e consistência para se sentirem seguras. Times também. Expectativas bem comunicadas e coerência entre discurso e ação criam confiança.
Cada pessoa é única. O que funciona para um filho não funciona para o outro. Com equipes, aprendi a mesma coisa: é preciso entender o que motiva cada pessoa e o que ela precisa para performar bem.
Autonomia com suporte. A maternidade ensina que você não pode fazer tudo pelo filho, precisa deixar ele tentar, errar e aprender. Com times, aplico a mesma lógica: delegar de verdade, dar espaço para crescer, mas estar presente para apoiar. No fim, liderar e maternar têm muito em comum. É sobre desenvolver pessoas com presença, confiança e propósito.
Você percebe mudanças no comportamento das mães consumidoras? Como o seu negócio se adaptou ou poderia se adaptar a essas demandas?
As mães estão cada vez mais informadas, exigentes e conscientes. Elas valorizam marcas que entregam propósito, transparência e soluções reais. O negócio precisa se adaptar oferecendo experiências mais personalizadas, comunicação autêntica e produtos que realmente façam sentido no dia a dia, e não apenas inovação pela inovação.
Na Amazon, em linha com nosso princípio de liderança de “Obsessão pelo Cliente”, estamos sempre evoluindo para atender estas demandas. Em Amazon.com.br oferecemos entrega rápida até no mesmo dia. Oferecemos o Programa “Programe e Poupe” onde os consumidores podem receber produtos de dia-a-dia de forma automatica e recorrente e ainda ganhar até 10% de desconto.
Oferecemos serviço de atendimento ao consumidor 24/7 facilitando o contato dos consumidores quando necessário. O Amazon Prime oferece economia, conveniência e entretenimento em uma única assinatura (filmes e Séries no Prime Video, músicas com Prime Music, leitura no Prime Reading) e frete grátis em diversos produtos na Amazon.com.br.
Isto é oferecer diversão, conveniência e reduzir a carga-mental, facilitando o dia a dia das mães consumidores. Em Alexa, nosso foco também é trazer diversão, conveniência e simplicidade para a vida das pessoas, de forma acessível e intuitiva. Continuamente ouvimos os clientes para evoluir junto com suas necessidades.
Existe algum estereótipo sobre mães líderes que você sente que ainda precisa ser quebrado dentro do mercado?
Sim, ainda existe o estereótipo de que mães são menos disponíveis ou comprometidas com o trabalho profissionalmente. A realidade mostra exatamente o contrário: muitas mães desenvolvem habilidades extraordinárias de gestão de tempo, priorização, resiliência, resolução de problemas e tomada de decisão. Esse estigma precisa ser substituído por uma visão baseada em competência e resultados.
Outro que me incomoda é a ideia de que sucesso na carreira significa ausência em casa, um julgamento que raramente se faz sobre pais. Precisamos normalizar que mães podem ocupar posições de liderança e ainda serem excelentes mães.
Que conselho você daria para outras mães que desejam ocupar posições de liderança, conciliando carreira e maternidade sem abrir mão de nenhuma das duas?
Apesar de achar difícil dar conselho, já que cada um tem uma realidade diferente, algumas dicas que acredito que podem ajudar são:
Dividir os cuidados dos filhos com o pai. É importante, não apenas para a mãe, mas para as crianças e para o próprio pai. Se ainda assim não for possível, buscar construir uma rede de apoio sem vergonha (família, ajuda profissional, amigos, tecnologia). Aceitar e pedir ajuda não é fraqueza, é estratégia.
Ver o lado positivo da falta. Ao invés de se culpar quando não tiver presente com seus filhos por alguma obrigação profissional, se lembrar de que está dando exemplo para oss filhos da importância do trabalho, da independência, da realização. Quando estiver ausente no trabalho por demanda com os filhos, se lembrar de que está sendo um exemplo a sua equipe da importância da família e da harmonia entre vida profissional e profissional. Ser uma boa mãe e uma boa líder é possível, não são excludentes.
Ser intencional com o tempo. Dizer não para o que não for importante. Não dá para estar em tudo, mas dá para estar de verdade onde você escolhe estar. Presença de qualidade vale mais do que presença o tempo todo.
Buscar empresas e líderes que respeitem sua realidade. Cultura importa. Escolher lugares que valorizem entrega, resultado e respeito às pessoas. Enfim, vai ser difícil em muitos momentos, vai exigir escolhas, mas é absolutamente possível ser mãe presente e líder realizada. Acreditem!



