BYD responde por 44,7% dos ônibus elétricos emplacados

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A BYD encerrou o mês de maio na liderança do mercado brasileiro de ônibus elétricos. Dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostram que a fabricante registrou 59 emplacamentos no período, alcançando participação de 44,7% do segmento.

O resultado acompanha um momento de expansão da eletromobilidade no transporte coletivo nacional. Ao todo, foram emplacados 132 ônibus elétricos em maio, o maior volume mensal registrado em 2026 até o momento.

Os números refletem o avanço dos projetos de renovação de frotas urbanas e o crescimento da adoção de veículos de emissão zero por operadores e administrações municipais, especialmente nos grandes centros urbanos.

“Os números de maio mostram que a eletrificação do transporte coletivo está entrando em uma nova fase. Durante muitos anos, o debate esteve concentrado na viabilidade da tecnologia. Hoje, a discussão passa por escala, infraestrutura e velocidade de implementação. Quando observamos o avanço dos emplacamentos e a ampliação das frotas em operação, percebemos que a eletromobilidade já faz parte do planejamento das cidades e deixou de ser uma aposta para se tornar uma agenda concreta de transformação urbana”, afirma Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD Brasil.

Mercado mantém ritmo de expansão

O desempenho do segmento reforça uma mudança gradual na forma como os sistemas de transporte público vêm sendo planejados no Brasil. A busca por alternativas capazes de reduzir emissões e elevar a eficiência operacional tem impulsionado a incorporação de novas tecnologias às frotas urbanas.

Segundo a Fenabrave, entre janeiro e maio deste ano foram emplacados 311 ônibus elétricos no país, crescimento de 12,3% em comparação com o mesmo período de 2025.

Para a BYD, o avanço do mercado acompanha uma tendência de modernização do transporte coletivo observada em diferentes regiões do mundo e reforça o papel da eletrificação como alternativa para a redução das emissões no setor.

“O desempenho registrado pela Fenabrave revela uma mudança estrutural na forma como as cidades brasileiras vêm planejando seus sistemas de mobilidade. A busca por alternativas capazes de reduzir emissões, aumentar a eficiência operacional e melhorar a qualidade do serviço prestado à população tem impulsionado a incorporação de novas tecnologias às frotas urbanas, o que se conecta diretamente com os investimentos da BYD para o Brasil”, destaca Schneider.

São Paulo concentra maior frota do país

Grande parte desse movimento está concentrada em São Paulo. A capital paulista reúne atualmente a maior frota de ônibus elétricos em operação no Brasil, respondendo por cerca de 80% dos veículos do segmento em circulação.

De acordo com os dados apresentados pela empresa, aproximadamente 1,3 mil ônibus elétricos operam na cidade, consolidando São Paulo como principal referência nacional na adoção de veículos de emissão zero para transporte coletivo.

O avanço da capital tem sido impulsionado por programas de renovação de frota e metas voltadas à redução de emissões no sistema de transporte urbano.

Tendência acompanha avanço latino-americano

O crescimento registrado no Brasil também acompanha um movimento observado em outros países da América Latina. Segundo relatório divulgado em 2026 pela coalizão internacional Idle Giants, a BYD lidera a frota de ônibus elétricos em operação na região.

A fabricante participa de projetos de eletrificação do transporte público em diferentes mercados latino-americanos, incluindo iniciativas em países como Chile e Colômbia, que já apresentam níveis mais avançados de adoção da tecnologia.

Para a companhia, o desempenho registrado no mercado brasileiro indica que o país começa a reunir condições para acelerar a transição energética no transporte coletivo urbano.

Produção nacional e expansão da eletromobilidade

A BYD mantém em Campinas (SP) uma fábrica dedicada à produção de chassis para ônibus elétricos. A operação integra a estratégia da empresa para ampliar sua presença no mercado nacional e atender à crescente demanda por soluções voltadas à mobilidade sustentável.

Além dos veículos, a companhia atua em áreas relacionadas ao fornecimento de baterias e soluções energéticas, buscando fortalecer o ecossistema necessário para a expansão da eletromobilidade no país.

Segundo Schneider, os próximos desafios do setor passam menos pela viabilidade tecnológica e mais pela ampliação da infraestrutura e da escala dos projetos.

“O avanço desse mercado mostra que o desafio da eletromobilidade no Brasil já não está apenas na tecnologia, mas na capacidade de ampliar projetos, expandir a infraestrutura e criar condições para que mais cidades avancem na renovação de suas frotas. O que está em jogo não é apenas a substituição de veículos. Estamos falando de uma transformação que impacta qualidade do ar, eficiência operacional, planejamento urbano e a experiência de milhões de pessoas que dependem diariamente do transporte público”, destaca o executivo.

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