A OPPO escolheu o design como um dos principais diferenciais da nova linha Reno16. Antes da chegada dos aparelhos ao mercado brasileiro, prevista para a próxima semana, a fabricante revelou detalhes do Design da Galáxia em 3D, tecnologia que cria a sensação de profundidade na tampa traseira do smartphone por meio de milhões de microestruturas ópticas em nanoescala.
Disponível na versão Branco Aura, o acabamento utiliza uma tecnologia holográfica proprietária para produzir o efeito visual de um planeta flutuando sobre a superfície do aparelho. Conforme o smartphone é movimentado, a imagem parece ganhar relevo e movimento, transformando uma superfície plana em uma experiência tridimensional.
Segundo a OPPO, a proposta amplia o foco tradicional da indústria, normalmente concentrado em avanços de câmeras, desempenho e telas, ao explorar novas possibilidades para o design dos dispositivos móveis.
Tecnologia holográfica cria efeito de profundidade
O efeito visual é resultado da combinação entre a tecnologia Holográfica desenvolvida pela OPPO e um processo de fabricação em nanoescala capaz de coordenar milhões de microestruturas ópticas. Cada uma delas representa um pequeno fragmento da imagem, que é recomposta quando a luz incide sobre a superfície do aparelho.
De acordo com a fabricante, o conceito tem origem na técnica de Imagem Integral, apresentada em 1908 pelo físico francês Gabriel Lippmann. Embora o princípio óptico seja conhecido há mais de um século, sua aplicação permaneceu restrita a laboratórios por limitações tecnológicas relacionadas aos processos de fabricação.
Com os avanços da engenharia em nanoescala, a OPPO afirma ter conseguido adaptar essa tecnologia para produção em larga escala, permitindo criar imagens tridimensionais diretamente na parte traseira do smartphone.
Processo exige milhões de estruturas individuais
Ao contrário de outras aplicações ópticas, como elementos de segurança utilizados em cédulas e sistemas antifalsificação, o Design da Galáxia em 3D não utiliza padrões repetitivos.
Segundo a empresa, cada microlente corresponde a uma parte específica da imagem final, exigindo modelagem computacional para alinhar milhões de elementos ópticos de forma precisa. O resultado é uma única imagem contínua, capaz de produzir a sensação de profundidade conforme o ângulo de visualização muda.
Produção em escala exigiu avanços no processo industrial
Para viabilizar a tecnologia, a OPPO empregou um processo de nanoimpressão integrado, utilizado na fabricação de estruturas ópticas microscópicas. Originalmente aplicado em etiquetas de segurança e recursos antifalsificação, o método precisou ser adaptado para atender aos requisitos de qualidade e escala da nova linha de smartphones.
Segundo a fabricante, o desenvolvimento passou por diversas etapas de otimização até atingir os padrões necessários para a produção em massa. Nos primeiros testes, apenas uma em cada cem unidades fabricadas atendia aos critérios de qualidade estabelecidos pela empresa. Após ajustes no processo produtivo e nos sistemas de controle óptico, a tecnologia passou a oferecer profundidade visual de até 15 milímetros, mantendo estabilidade e nitidez da imagem.
A nova linha OPPO Reno16 será lançada no mercado brasileiro na próxima semana, ampliando o portfólio da marca com modelos que combinam design, desempenho e recursos de inteligência artificial.



