O Grupo Gazin iniciou 2026 com uma combinação de cautela e continuidade estratégica em meio a um cenário econômico considerado desafiador pela própria companhia. Gilmar Alves de Oliveira, presidente do Grupo, afirma que a empresa já entrou no ano com essa leitura mais conservadora, mas ainda assim conseguiu avançar no primeiro trimestre, com crescimento de 8% no consolidado e 10,8% no varejo de lojas físicas. “O primeiro trimestre foi bom, nós crescemos e conseguimos atingir o que tínhamos planejado em termos de resultado”, diz o executivo, destacando também o controle sobre margens mais apertadas.
A estratégia ao longo do ano tem sido manter a competitividade sem abrir mão de controle de risco, especialmente em um ambiente de crédito mais restritivo e aumento da inadimplência. Segundo Gilmar, cerca de 70% a 75% das vendas no varejo são realizadas a prazo, o que exige uma política rigorosa de análise e segmentação de clientes.
Mesmo em um cenário mais conservador, o Grupo Gazin mantém uma agenda de expansão e investimentos. Estão previstas 20 novas lojas em 2026, das quais seis já foram abertas até abril, além da entrada em uma nova indústria de colchões em Minas Gerais. A companhia também avança em projetos de automação, inteligência artificial e logística, com foco em eficiência e redução de custos. A expectativa de crescimento para o ano é de cerca de 10%, sustentada por um cenário de consumo ainda pressionado. “Estamos trabalhando com um planejamento conservador, sem grandes mudanças no mercado, e focados em produtividade e pessoas”, afirma Oliveira.



