90% das indústrias tratam digitalização como essencial

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A Rockwell Automation divulgou os dados da 11ª edição do “Relatório Anual do Estado da Produção Inteligente”, estudo global realizado com mais de 1.500 fabricantes em 17 países. O levantamento mostra que a transformação digital deixou de ser tratada como tendência futura e passou a ocupar posição central na estratégia operacional da indústria. Segundo o relatório, 90% dos fabricantes afirmam que a transformação digital já é essencial para manter a competitividade dos negócios.

O estudo aponta uma mudança importante no comportamento do setor industrial: o foco das empresas deixou de ser discutir se devem adotar tecnologias digitais e passou a ser como ampliar sua implementação e gerar resultados mensuráveis a partir delas. O relatório mostra que muitos fabricantes estão migrando da fase experimental para operações digitais mais amplas e integradas ao dia a dia das fábricas.

De acordo com os dados, 59% dos fabricantes afirmam utilizar ativamente tecnologias de produção inteligente para apoiar operações industriais, enquanto apenas 18% ainda permanecem em fase piloto. O cenário indica uma redução dos projetos voltados apenas à validação tecnológica e um avanço das iniciativas direcionadas à execução operacional em escala.

O levantamento também reforça o avanço da inteligência artificial dentro da indústria. Atualmente, 34% das operações já utilizam IA em funções ligadas a qualidade, cibersegurança e otimização de processos. A expectativa das empresas entrevistadas é que mais da metade das operações industriais seja apoiada por inteligência artificial até 2030.

Segundo Blake Moret, presidente e CEO da Rockwell Automation, a pesquisa mostra um cenário de pressão crescente sobre os fabricantes, impulsionado pelo aumento da complexidade operacional e pela necessidade de maior eficiência.

“Em todo o setor, os fabricantes estão enfrentando mais complexidade e pressão do que em qualquer outro momento da última década”, afirma. “O que se destaca na pesquisa deste ano não são apenas os desafios, mas a forma como os líderes estão respondendo ao tornar a transformação digital uma prioridade central de suas operações. As organizações que estão obtendo resultados são aquelas que conectam tecnologia, pessoas e processos para transformar insights em melhores decisões, melhor desempenho e maior resiliência,” pondera.

Outro ponto destacado pelo estudo envolve o uso estratégico dos dados industriais. Apesar do aumento no volume de informações coletadas pelas operações, apenas 43% desses dados são efetivamente utilizados pelas empresas. O relatório aponta que o principal desafio deixou de ser a disponibilidade de dados e passou a ser a capacidade de transformar essas informações em execução operacional e ganhos de desempenho.

A pesquisa também mostra que a cibersegurança se tornou uma preocupação operacional relevante dentro das indústrias conectadas. Segundo o levantamento, 46% dos fabricantes sofreram ao menos um incidente de cibersegurança no último ano, cenário que reflete o aumento da exposição digital à medida que operações industriais avançam em automação e conectividade.

Nesse contexto, arquiteturas integradas e seguras entre TI e TO aparecem como parte central das estratégias industriais voltadas à expansão da inteligência artificial e da automação avançada.

O relatório aponta ainda que os investimentos em transformação digital estão cada vez mais direcionados a metas objetivas de desempenho, incluindo melhoria da qualidade, redução de custos, mitigação de riscos operacionais e aumento da eficiência geral dos equipamentos (OEE).

Segundo o estudo, aproximadamente um terço dos orçamentos operacionais das empresas continua sendo destinado à tecnologia industrial, indicando que os investimentos em digitalização permanecem ativos, mas agora mais orientados à execução prática e à geração de resultados do que a iniciativas experimentais de curto prazo.

A edição de 2026 do Relatório do Estado da Produção Inteligente reúne dados relacionados à evolução das operações industriais modernas, incluindo temas ligados à inteligência operacional, resiliência, adaptação tecnológica e transformação da força de trabalho dentro da manufatura global.

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