Grandes feiras de negócios têm um impacto que vai além dos pavilhões onde são realizadas. Ao atrair visitantes de diferentes regiões, os eventos movimentam uma cadeia que envolve hotéis, restaurantes, transporte, centros de convenções, atrações turísticas e empresas responsáveis pela organização e promoção das feiras.
Em São Paulo, essa dinâmica é acompanhada de perto pela Visite São Paulo, entidade que reúne representantes de diferentes segmentos ligados ao turismo e aos eventos. A atuação envolve a promoção do destino e o apoio à realização de encontros capazes de atrair visitantes e expositores para a cidade e o estado.
“Nossa missão é aumentar o fluxo de visitantes e apoiar os eventos. Quando promovemos São Paulo, estamos promovendo toda uma cadeia econômica que depende desse movimento”, explica Toni Sando, CEO da Visite São Paulo.
A lógica ganha relevância com a realização de grandes encontros voltados ao mercado profissional. Nesse contexto, feiras como a Eletrolar Show ajudam a conectar empresas, compradores e profissionais de diferentes partes do país e também geram demanda para atividades que não estão diretamente relacionadas à exposição.
Considerada a principal feira de negócios da indústria de eletroeletrônicos, tecnologia e bens duráveis da América Latina, a Eletrolar Show atrai milhares de visitantes qualificados. Para Sando, o número de pessoas que circulam pelo evento é apenas uma parte do impacto produzido durante o período da feira.
“Quando mais de 40 mil pessoas visitam uma feira, o impacto não acontece apenas dentro do evento. Essas pessoas utilizam hotéis, restaurantes, transporte, visitam atrações e movimentam a economia local. A feira é importante para os negócios, mas também para o destino”, afirma.
Visitante amplia a movimentação fora dos pavilhões
A presença de profissionais de outras cidades e estados cria uma demanda que se espalha por diferentes setores da economia. A permanência do visitante no destino envolve hospedagem, alimentação e deslocamento, além de atividades realizadas nos períodos anteriores ou posteriores à programação profissional.
Esse comportamento também modifica a maneira como os eventos são avaliados. Para o executivo, o visitante passou a considerar a experiência proporcionada pelo destino como parte da própria viagem de negócios.
“O visitante não busca apenas cumprir sua agenda de negócios. Ele quer conhecer o destino, aproveitar a cidade e viver experiências. Quando conseguimos oferecer isso, agregamos valor ao evento e fortalecemos sua atratividade para as próximas edições”, destaca.
A percepção sobre a cidade pode, portanto, ultrapassar o período de realização da feira. Uma experiência positiva durante a estadia pode contribuir para a atratividade do evento em futuras edições, enquanto a estrutura disponível no destino também influencia a decisão de participar de encontros presenciais.
A cadeia envolvida inclui desde os espaços destinados às exposições até os serviços utilizados pelos visitantes durante sua passagem por São Paulo. Hotéis, restaurantes, transporte e atrações recebem parte dessa demanda, criando um efeito que se distribui para além da atividade diretamente ligada à feira.
Encontros presenciais mantêm espaço no mercado digital
Além do impacto econômico, as feiras exercem uma função relacionada à construção de relacionamentos. Mesmo com a expansão das ferramentas digitais e das interações remotas, Sando destaca a importância dos encontros presenciais para a criação de confiança e para o desenvolvimento de negócios.
A possibilidade de reunir fornecedores, compradores, parceiros e profissionais em um mesmo ambiente facilita conversas que podem começar durante a programação oficial e continuar em outros momentos da viagem.
“As feiras criam oportunidades de contato, troca de conhecimento e geração de negócios. Mas também criam memórias. Desde a chegada ao evento até os momentos de convivência, tudo contribui para a percepção que o visitante terá daquela experiência”, afirma.
Para o executivo, essa dimensão humana diferencia os eventos presenciais em um cenário no qual boa parte das relações profissionais pode ser construída por plataformas digitais. O contato direto permite combinar negócios, troca de conhecimento e convivência em uma mesma experiência.
Nesse modelo, o evento não se limita ao espaço de exposição. A cidade também passa a fazer parte da experiência do visitante, seja pela estrutura disponível para receber o público, seja pelos serviços utilizados durante a permanência.
A atuação da Visite São Paulo está inserida justamente nessa cadeia, reunindo representantes de hotéis, centros de convenções, restaurantes, organizadores de feiras e promotores de eventos com o objetivo de fortalecer o destino e criar condições para receber visitantes e expositores.
Para Sando, a relação entre eventos e turismo amplia a relevância econômica das feiras. Ao atrair profissionais para São Paulo, os encontros de negócios também geram circulação de pessoas e consumo em diferentes atividades, conectando o mercado corporativo à economia do destino.



