O mercado de assistência técnica de celulares ainda convive com negócios que operam de maneira pouco estruturada, baseados em processos improvisados e com foco concentrado no reparo dos aparelhos. Para a Vibe, esse cenário abre espaço para uma mudança de posicionamento: além de fornecer telas, a empresa quer contribuir para a profissionalização das assistências técnicas e ajudá-las a desenvolver o próprio negócio.
O tema foi discutido por Wellington Torres, diretor de marketing da Vibe, no novo episódio do All Connected, disponível no YouTube. A conversa aborda o reposicionamento da marca, a concorrência no mercado de telas para celulares e uma estratégia que amplia a relação da empresa com o setor. Em vez de concentrar a atuação na venda para distribuidores, a proposta também envolve apoiar as assistências na busca por mais clientes e no aumento das vendas.
Entre os assuntos discutidos está a diferença entre telas genéricas e modelos premium. A empresa também detalha aspectos relacionados à escolha e à homologação de fornecedores na China, ao controle dos lotes comercializados e às políticas de garantia e pós-venda. Nesse processo, a Vibe destaca a oferta de garantia de um ano para os produtos.
A discussão, porém, vai além das características das telas e entra na rotina de gestão das assistências técnicas. CRM, Google Ads, atendimento ao cliente, follow-up, treinamento e estratégias para elevar o ticket médio aparecem como elementos que podem fazer parte de uma operação mais profissionalizada.
A mudança de perspectiva coloca a assistência técnica como parte importante da estratégia da empresa. Em vez de enxergar o estabelecimento apenas como um ponto de compra de componentes, a Vibe busca criar uma relação mais próxima com esses negócios, oferecendo ferramentas e conhecimento que possam contribuir para a geração de demanda e para o desenvolvimento comercial.
Nesse modelo, a tecnologia passa a ter papel também na gestão. O uso de CRM pode apoiar o acompanhamento dos clientes e dos contatos comerciais, enquanto ferramentas de divulgação, como o Google Ads, entram na estratégia para ampliar a chegada de consumidores às assistências. O atendimento e o follow-up completam esse processo ao criar mecanismos para acompanhar oportunidades depois do primeiro contato.
O treinamento também aparece como parte dessa proposta de profissionalização. A ideia é ampliar o conhecimento das assistências não apenas sobre os produtos, mas sobre práticas que podem ajudar na condução da operação e na relação com os consumidores. O aumento do ticket médio é outro objetivo citado na estratégia.
Segundo a Vibe, mais de 50 milhões de telas já foram vendidas no Brasil. O volume coloca a empresa em um mercado que envolve fabricantes, distribuidores e uma ampla rede de assistências técnicas, criando diferentes pontos de contato ao longo da cadeia.
É nesse ecossistema que a marca pretende ampliar sua atuação. A estratégia combina marca, conteúdo e tecnologia para aproximar os diferentes elos da cadeia de telas e assistência técnica. A intenção é estabelecer uma conexão que vá além da distribuição dos componentes e alcance também a operação e o desenvolvimento comercial das empresas que realizam os reparos.
O movimento acompanha uma mudança na própria forma de enxergar o negócio de assistência técnica. Para a Vibe, a atividade deixa de estar restrita ao conserto de celulares e passa a envolver também processos de aquisição de clientes, relacionamento, gestão e vendas. A profissionalização, nesse contexto, torna-se parte da disputa por espaço em um mercado no qual a qualidade do produto é apenas um dos elementos da operação.



