O comércio eletrônico brasileiro registrou forte avanço em fevereiro, com crescimento tanto no volume de pedidos quanto no valor médio das compras. Levantamento do relatório Radar D2C, da Nuvemshop, mostra que lojistas da plataforma somaram 2,11 milhões de pedidos no período, um aumento de 26,6% em relação ao mesmo mês de 2025.
No mesmo intervalo, o faturamento alcançou R$ 554,4 milhões, alta de 33,7% na comparação anual. O desempenho reflete o avanço estrutural do varejo digital no país, que segue ampliando sua base de consumidores e consolidando novos hábitos de compra.
De acordo com projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor deve superar R$ 258 bilhões em faturamento em 2026. A expectativa é de crescimento de cerca de 10% em relação ao ano anterior, além da entrada de aproximadamente 2 milhões de novos consumidores no comércio digital.
Carnaval impulsiona vendas online
Entre os fatores que contribuíram para o resultado de fevereiro está o impacto do carnaval no varejo digital. Entre os dias 14 e 17 do mês, o período festivo gerou 237,8 mil pedidos nas lojas da Nuvemshop, movimentando R$ 58,9 milhões em GMV.
O volume representa um crescimento de 47,5% em comparação com o carnaval de 2025. Apenas esses quatro dias foram responsáveis por 10,6% de toda a receita registrada ao longo do mês.
“O Carnaval é um dos períodos mais aguardados pelos lojistas que operam no modelo D2C (Direct-to-Consumer) porque concentra uma combinação favorável ao varejo digital: o aumento da demanda por produtos ligados a moda, beleza e acessórios, maior engajamento nas redes sociais e consumidores mais propensos a compras por impulso. Esse cenário possibilita aos lojistas reagir com mais agilidade às tendências do momento e capturar oportunidades de venda em um período curto”, afirma Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop.
Ticket médio cresce no varejo digital
Outro indicador positivo observado no mês foi o avanço do ticket médio. O valor gasto por compra passou de R$ 248 para R$ 262 na comparação anual, alta de 5,6%.
Segundo a análise da companhia, o dado indica que os consumidores não apenas realizaram mais pedidos, mas também aumentaram o valor das compras realizadas no ambiente digital.
“Os dados mostram uma evolução consistente do comércio eletrônico, tanto em volume de pedidos quanto em valor por compra. Esse avanço indica uma maturidade maior do consumidor digital e também estratégias mais eficientes dos lojistas para ampliar o valor médio das vendas”, afirma Alejandro.
Desktop ganha espaço nas compras online
O relatório também aponta mudanças no comportamento dos consumidores em relação aos dispositivos utilizados para compras online. O celular segue como principal canal de acesso ao e-commerce, mas sua participação caiu de 79,8% para 72% em relação ao ano passado.
Ao mesmo tempo, as compras realizadas por desktop avançaram de 15% para 19%, indicando que parte dos consumidores voltou a utilizar o computador para finalizar pedidos, especialmente em compras de maior valor ou mais planejadas.
Sudeste concentra vendas
Regionalmente, o Sudeste continua liderando o volume de vendas do comércio eletrônico brasileiro. O estado de São Paulo respondeu por 46,8% do faturamento das lojas da Nuvemshop em fevereiro.
Na sequência aparecem Minas Gerais, com 10,2%, e Santa Catarina, com 8,7% do volume financeiro movimentado no período.
Apesar da concentração, os dados indicam avanço da digitalização do consumo em outras regiões. Atualmente, quase um terço das encomendas realizadas no modelo direct-to-consumer (D2C) já tem destino fora do Sudeste, sinalizando maior descentralização do comércio eletrônico no país.


