A Volkswagen confirmou que a picape Tukan será o primeiro veículo eletrificado da marca no Brasil e chegará ao mercado com 76% de peças nacionais. O índice de nacionalização faz parte da estratégia da empresa de fortalecer a cadeia automotiva local e ampliar o desenvolvimento industrial no País.
O percentual de componentes produzidos localmente se soma ao histórico da montadora no mercado brasileiro. No portfólio atual de veículos Total Flex, a empresa já opera com cerca de 85% de peças nacionais. Para 2026, a Volkswagen também prevê ampliar em 7% o volume de compras no País, incluindo peças e serviços gerais, o que deve totalizar quase R$ 35 bilhões.
Atualmente, a montadora conta com 750 fornecedores, dos quais 80% possuem operação no Brasil, reforçando a presença de uma cadeia produtiva local consolidada. Um dos exemplos destacados pela empresa é o consumo de aço: o material representa cerca de 70% da composição de um veículo, e a Volkswagen movimenta aproximadamente 26 mil toneladas por mês desse insumo, contribuindo para a atividade de uma cadeia industrial considerada estratégica para o setor automotivo nacional.
Estratégia industrial e novos investimentos
A Volkswagen mantém presença produtiva no Brasil há quase 73 anos, período no qual estruturou uma base industrial voltada tanto à produção quanto ao desenvolvimento de veículos. A empresa também confirmou um plano de investimentos de R$ 16 bilhões no País entre 2024 e 2028, dentro de uma estratégia que prevê a ampliação do portfólio e a modernização da produção.
Esse ciclo inclui uma ofensiva de 17 novos veículos, dos quais oito já foram lançados. Somente em 2025, cerca de R$ 3 bilhões foram destinados a investimentos em maquinário, modernização das fábricas e atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Parte desse movimento está ligada à transição tecnológica da marca. A partir de 2026, todo novo modelo da Volkswagen desenvolvido e produzido na América do Sul terá também uma versão eletrificada, iniciativa que marca a entrada da empresa em uma nova etapa de eletrificação regional.
“A picape Tukan marcará o início de uma nova era para a Volkswagen do Brasil. Nosso primeiro modelo eletrificado, 100% desenvolvido e produzido aqui, já nasce com 76% de peças nacionais, fortalecendo a indústria nacional e gerando riqueza em toda a cadeia. Esse é o Brasil que acreditamos: um País que projeta, desenvolve e produz localmente. A Volkswagen do Brasil já é líder de vendas nos dois principais segmentos do mercado – SUVs e hatches – além dos carros de passeio há três anos consecutivos. Agora ampliaremos nossa ofensiva com as pick-ups, como a Tukan. E seguimos firmes em um compromisso inegociável: desenvolver e produzir no Brasil, inclusive eletrificados, com alto índice de nacionalização, gerando empregos, promovendo renda e mobilidade sustentável”, afirma Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil.
Picape inaugura novo segmento para a marca
A Tukan também representa um movimento estratégico da empresa ao entrar em um novo segmento de picapes desenvolvido no Brasil. O modelo foi totalmente desenhado, planejado, desenvolvido e será produzido no País, reforçando a estratégia da montadora de ampliar o protagonismo da engenharia local.
Além da nova picape, a ofensiva da Volkswagen nesse segmento inclui também a nova geração da Amarok, cuja produção está prevista para começar em 2027. A Tukan será produzida na fábrica de São José dos Pinhais (PR), enquanto a nova Amarok será fabricada na unidade de General Pacheco, na Argentina.
Outro detalhe confirmado pela empresa é o retorno da cor Amarelo Canário ao portfólio da marca, que voltará a ser oferecida nos modelos da Volkswagen no Brasil.



