Tramontina investe R$ 43,5 milhões em planta de hidrogênio verde para 2027

A Tramontina anunciou a implantação de uma planta de produção de hidrogênio verde em sua unidade de cutelaria em Carlos Barbosa, na Serra gaúcha, com inauguração programada para o primeiro semestre de 2027. O projeto representa um passo importante da indústria tradicional rumo à transição energética e uso de combustíveis mais limpos.

O investimento total do projeto é de R$ 43,5 milhões, dos quais R$ 30 milhões foram viabilizados por meio de um edital de fomento do governo do Rio Grande do Sul e R$ 13,5 milhões são contrapartida da própria Tramontina. O contrato para a implementação do sistema foi assinado pelo governador Eduardo Leite e executivos da empresa na sede da indústria, consolidando o compromisso com a descarbonização regional.

A planta utilizará eletrólise da água com energia 100% renovável, incluindo fontes certificadas e água pluvial, para produzir hidrogênio sem emissões de carbono. Essa técnica — que separa moléculas de água em oxigênio e hidrogênio com energia renovável — é a base do chamado hidrogênio verde, insumo estratégico para a redução de gases de efeito estufa na indústria.

Com operação prevista para 2027, a unidade pretende produzir hidrogênio que será usado internamente pela Tramontina, substituindo combustíveis fósseis em empilhadeiras e outros equipamentos de logística interna, além de aplicações industriais que atualmente dependem de fontes convencionais.

O projeto gaúcho insere a Tramontina no crescente movimento nacional e internacional pelo uso de hidrogênio verde como vetor de transição energética. Iniciativas semelhantes estão em andamento no Brasil, com empresas e universidades investindo em tecnologias de produção sustentável e o governo incentivando novos investimentos no setor.

Especialistas veem o hidrogênio verde como um dos elementos centrais da transição energética global, com potencial para remodelar mercados de energia, reduzir dependência de combustíveis fósseis e criar cadeias produtivas mais sustentáveis. A expectativa é que, ao longo da próxima década, investimentos e projetos ampliem significativamente a capacidade instalada no país e elevem a competitividade dessa fonte de energia limpa.

No contexto regional, a iniciativa fortalece o Rio Grande do Sul como polo de inovação em energias limpas, alinhado a políticas estaduais de descarbonização e desenvolvimento sustentável. A produção local de hidrogênio verde pode estimular empregos especializados e fomentar cadeias produtivas emergentes, conectando a indústria tradicional com tecnologias de baixo carbono.

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