O tradicional teclado QWERTY, usado há mais de 150 anos em computadores, notebooks e até máquinas de escrever, acaba de ganhar um concorrente — e dos mais curiosos. O Google Japão apresentou um novo modelo de teclado físico que funciona como um telefone de disco, em que o usuário gira mostradores para digitar.

Segundo o Olhar Digital, o design é parte de uma série de conceitos experimentais da equipe japonesa do Google, que desde 2021 publica ideias inusitadas de produtos, muitas delas surgidas como brincadeiras de 1º de abril.
O novo modelo abandona completamente as fileiras tradicionais de teclas. No lugar delas, há nove discos circulares descentralizados, cada um com pequenos orifícios para os dedos — como os antigos telefones fixos.
Para inserir uma letra, número ou símbolo, o usuário gira o mostrador até o limite correspondente ao caractere desejado. Ao soltar, o disco retorna à posição inicial. Há discos separados para números, funções, pontuação e navegação, enquanto a tecla Enter é substituída por um grande disco central, que deve ser girado até o batente metálico para confirmar o comando.

Design retrô com tecnologia moderna
De acordo com o Google Japão, o objetivo foi criar um teclado físico e interativo, misturando elementos nostálgicos, como os telefones de disco, com um toque de hardware moderno.
Mas o protótipo não foi pensado para uso prático. A equipe reconhece que o modelo tem limitações de ergonomia e velocidade, já que algumas letras exigem giros muito mais longos do que outras.
Por exemplo, as letras Q e A estão posicionadas em trajetos maiores, enquanto P, L e M ficam mais próximas, exigindo movimentos menores, segundo o site New Atlas.
O teclado, portanto, não será comercializado, mas os arquivos de design e modelos 3D estão disponíveis no GitHub, para quem quiser montar sua própria versão do “teclado de disco” em casa.
O projeto reforça o espírito experimental do Google Japão, que costuma criar produtos-conceito capazes de misturar humor, nostalgia e inovação, apontando para novas formas — ainda que pouco práticas — de interação entre humanos e máquinas.



