Ford negocia parceria com a BYD para baterias de híbridos

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A Ford está em negociações com a chinesa BYD para o fornecimento de baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP), segundo informações reveladas pelo Wall Street Journal. O movimento sinaliza uma mudança relevante na estratégia global da montadora norte-americana, que passa a buscar apoio da China para viabilizar sua atuação no segmento de veículos híbridos.

A reaproximação ocorre em um contexto de reavaliação das ambições globais da Ford, impulsionada pelo bom desempenho de vendas da Maverick e da F-150 Hybrid no último ano. O sucesso dos modelos serviu como um estímulo para a marca redirecionar seu foco para os híbridos, em vez de competir diretamente com as montadoras chinesas no campo dos elétricos puros.

O principal ativo da negociação é a bateria Blade, desenvolvida pela BYD, baseada na tecnologia LFP (fosfato de ferro-lítio). Diferentemente das baterias de níquel e cobalto comuns em veículos elétricos de alto padrão, as LFP dispensam materiais escassos e caros, o que contribui para redução de custos e aumento da segurança dos veículos.

Durabilidade e eficiência das baterias LFP

As vantagens da tecnologia LFP vão além do custo. Esse tipo de bateria suporta mais de 3 mil ciclos de carga, mantém eficiência por décadas e permite carregamentos frequentes até 100% sem prejuízo à integridade da célula. Ao considerar a adoção das baterias chinesas, a Ford reconhece que a popularização dos veículos eletrificados passa pela eficiência técnica e logística, hoje dominada pela China.

Caso o acordo avance, a Ford passará a integrar um grupo de empresas que já utilizam baterias LFP da BYD, que inclui nomes como Tesla e Toyota. O movimento também carrega um simbolismo relevante: a BYD mantém instalações em Camaçari (BA), cidade que por décadas abrigou operações da própria Ford no Brasil.

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