Fidelização ganha peso no mercado brasileiro de smartphones

mercado de smartphones

O Brasil já conta com 502 milhões de dispositivos digitais em uso, incluindo computadores, notebooks, tablets e smartphones. O número equivale a 2,4 aparelhos por habitante, segundo a 36ª edição da Pesquisa Anual do FGV sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas.

Ao mesmo tempo, um estudo da Counterpoint Research aponta que os smartphones devem ficar até 7% mais caros em 2026, em função da crise nos chips de memória. De acordo com o levantamento, o impacto tende a ser maior em modelos de entrada e em marcas chinesas.

Nesse contexto, conquistar a atenção do consumidor deixou de ser suficiente para garantir resultados no varejo de smartphones. Muitos lojistas ainda enfrentam dificuldades para manter o relacionamento com clientes após a primeira compra, que acabam retornando apenas quando outra loja mantém contato constante.

Segundo Maycon Richart, CEO e fundador da MercadoPhone, plataforma SaaS de gestão desenvolvida para estabelecimentos de smartphones, falhas simples de relacionamento ainda fazem com que comerciantes percam clientes. De acordo com ele, o consumidor realiza a compra, mas muitas vezes desaparece, voltando apenas para empresas que mantêm comunicação contínua.

“Enquanto o mercado cresce, o que diferencia um negócio não é apenas o preço, mas a capacidade de acompanhar o cliente ao longo do tempo e transformar uma compra isolada em uma relação duradoura”, afirma Richart.

O executivo também destaca que, diante da concorrência intensa e da pressão por preços mais altos, a retenção de clientes passou a ter papel estratégico para os lojistas. “Lojistas que não investem em comunicação e acompanhamento pós-compra acabam perdendo espaço. Com a saturação de dispositivos digitais e a facilidade de comparação de preços, os consumidores estão mais seletivos e propensos a trocar de loja”, afirma.

Ainda segundo Richart, “acompanhar o cliente ao longo do tempo, entender suas preferências e oferecer um atendimento contínuo deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser uma necessidade para quem quer se manter competitivo no setor”.

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