O Dia dos Namorados segue como uma das principais datas do calendário do varejo brasileiro. Segundo projeções da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), as vendas devem crescer 4,8% em 2026, com destaque para os segmentos de vestuário e acessórios. No ano passado, a data movimentou R$ 8 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, de acordo com levantamento da Neotrust Confi em parceria com o E-Commerce Brasil.
Para aproveitar o aumento da demanda, empresas de diferentes setores têm investido em soluções voltadas à eficiência operacional, experiência do consumidor e aumento das conversões. Confira seis estratégias utilizadas para apoiar o comércio durante o período.
1. Integração logística para aumentar eficiência
A logística ganha papel estratégico em datas de grande movimentação. A nstech, empresa de software para supply chain, aposta na integração dos diferentes agentes da cadeia logística por meio da Transportation Network System (TNS).
A plataforma conecta embarcadores, transportadores e demais participantes da operação logística em um único ambiente, com foco na redução de custos, aumento da eficiência operacional, adequação às exigências de compliance e melhoria dos níveis de serviço.
2. Fidelização para além das datas sazonais
Transformar compradores ocasionais em clientes recorrentes é uma das estratégias adotadas pelo Circuito de Compras, considerado um dos principais polos de comércio popular do país.
A proposta é utilizar o aumento do fluxo de consumidores durante o Dia dos Namorados para construir relacionamentos de longo prazo. O foco está em captar informações de contato durante o atendimento, pagamento ou pós-venda e manter a comunicação ativa ao longo do ano por meio de ofertas, benefícios e ações direcionadas.
3. Inteligência de dados para decisões mais precisas
O uso de dados tem ganhado espaço nas estratégias de varejo, especialmente em períodos de alta demanda. A análise de informações em tempo real permite identificar comportamentos de consumo, antecipar tendências e orientar decisões relacionadas a promoções, precificação e posicionamento.
Nesse contexto, a empresa de pesquisa de mercado PiniOn atua na coleta e interpretação de dados competitivos e comportamentais para apoiar decisões estratégicas ao longo da jornada de compra. A proposta é transformar informações em ações práticas capazes de reduzir riscos e aumentar a eficiência operacional.
4. IA e automação para ampliar conversões
Com o aumento das interações digitais durante datas comemorativas, a Loopia aposta em inteligência artificial e automação para apoiar empresas no atendimento ao consumidor.
A companhia utiliza agentes de IA integrados a canais como WhatsApp, e-commerce e marketplaces para oferecer respostas rápidas, personalização da comunicação e suporte contínuo durante a jornada de compra. A estratégia busca aumentar a capacidade de atendimento, melhorar a experiência do cliente e contribuir para maiores taxas de conversão.
5. Tecnologia para reduzir falsos positivos
O crescimento das compras online também aumenta a necessidade de equilíbrio entre segurança e experiência do consumidor. Um dos desafios enfrentados pelos varejistas é o chamado falso positivo, quando sistemas antifraude bloqueiam compras legítimas.
Para enfrentar esse problema, a datatech Quod utiliza inteligência analítica aplicada a dados comportamentais em tempo real. Segundo a empresa, a tecnologia permite identificar padrões e reduzir bloqueios indevidos durante períodos de pico, contribuindo para aprovações mais rápidas e menor abandono de carrinho.
6. Uso do histórico de vendas para planejar a operação
A análise dos resultados de anos anteriores também pode ajudar varejistas a planejar estoques, promoções e estratégias comerciais.
Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram que as vendas cresceram 4,9% no Dia dos Namorados de 2025 em comparação com o ano anterior. O levantamento aponta ainda que o e-commerce apresentou desempenho superior ao varejo físico.
Entre os segmentos analisados, supermercados e hipermercados registraram alta de 8,4%, enquanto bares e restaurantes tiveram retração de 1,4%, indicando mudanças nos hábitos de consumo durante a data.
“No varejo, decidir no escuro custa caro”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo. “Quanto mais o lojista entende em quais categorias e regiões a demanda se concentrou no ano anterior, mais acerta na hora de comprar, montar o mix e atender.”
A combinação entre tecnologia, análise de dados, automação e planejamento vem sendo utilizada por empresas para apoiar o varejo na busca por melhores resultados durante uma das datas mais relevantes do calendário comercial brasileiro.



