Como preservar a bateria de carros elétricos e evitar perdas

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A preservação da bateria é apontada como o principal fator para garantir a durabilidade e o valor de revenda de um carro elétrico. Componente que pode representar até 40% do valor total do veículo, a bateria ainda figura entre os maiores receios de consumidores interessados na mobilidade elétrica. Diante desse cenário, a startup brasileira E-Forth, que atua com um serviço pioneiro de assistência para veículos elétricos (EVs), reuniu práticas recomendadas para reduzir a degradação precoce e mitigar riscos de desvalorização.

De acordo com um estudo recente da Geotab, a taxa média de degradação das baterias é estimada em 2,3% ao ano, podendo variar de forma significativa conforme o modo de uso e os hábitos de recarga. Entre os principais pontos de atenção está a forma como o veículo é carregado no dia a dia. O uso frequente de carregadores ultrarrápidos, embora útil em viagens e situações emergenciais, pode gerar maior estresse térmico e acelerar o desgaste da bateria quando adotado como prática rotineira.

“O carregamento rápido é uma solução que deve ser usada para viagens e emergências, sem fazer parte do uso cotidiano. Quando o motorista adota uma rotina de carga mais equilibrada, ele preserva a bateria e protege o valor do veículo”, ressalta Ricardo Ceruli, CEO e cofundador da E-Forth.

Outro fator relevante é evitar a chamada descarga profunda, caracterizada por manter a bateria frequentemente em níveis extremos de carga. Segundo a startup, hábitos como operar o veículo constantemente próximo de 0% ou 100% de carga podem comprometer a química das células ao longo do tempo. “Evitar descargas completas ou cargas a 100% no uso diário e optar, sempre que possível, por um intervalo entre aproximadamente 20% e 80% da capacidade, preserva a química das células que compõem o sistema e reduz desgaste desnecessário ao longo do tempo”, explica Ricardo.

As temperaturas externas também exercem influência direta sobre a performance e o envelhecimento da bateria. A exposição prolongada ao calor excessivo pode acelerar a degradação do pack, exigindo cuidados simples por parte do motorista. “Em dias quentes, é importante estacionar à sombra ou em locais fechados, além de utilizar o sistema de pré-condicionamento térmico presente nos veículos elétricos. Esse sistema ajuda a manter tanto a cabine quanto a bateria em temperaturas adequadas durante o uso em climas adversos e ainda contribui para minimizar o impacto ambiental associado à bateria”, orienta o executivo.

Ao adotar práticas adequadas de uso e recarga, o consumidor consegue ampliar a vida útil da bateria, reduzir custos futuros e trazer maior previsibilidade para a manutenção e a revenda do veículo. “Em um mercado ainda em amadurecimento, a informação se torna uma forte aliada para acelerar e aquecer o mercado da mobilidade elétrica no país. Quando o consumidor entende como cuidar da bateria, o carro elétrico deixa de ser uma aposta e passa a ser um investimento consciente”, conclui Ricardo Ceruli.

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