A Epson deu mais um passo em sua estratégia de economia circular ao incorporar plástico reciclado na fabricação de impressoras produzidas no Brasil. A iniciativa utiliza matéria-prima obtida a partir de equipamentos pós-consumo, que passam por um processo de reciclagem antes de serem reintegrados à linha de produção nacional. Os primeiros modelos contemplados pelo projeto são as impressoras EcoTank L3250 e EcoTank L1250, duas das mais comercializadas pela empresa no mercado brasileiro.
A ação faz parte da estratégia da companhia para ampliar o chamado Ciclo Fechado de Recursos, modelo de produção em que materiais utilizados retornam ao processo industrial após o descarte, reduzindo a necessidade de novas matérias-primas e contribuindo para a diminuição da geração de resíduos.
O projeto começou em fevereiro deste ano e utiliza plástico proveniente de impressoras recolhidas para reciclagem. Após passarem por um processo de separação e reaproveitamento, esses materiais voltam à fábrica para serem utilizados na fabricação de novos equipamentos produzidos no país.
A iniciativa ganha relevância diante do crescimento da produção global de plástico. Segundo dados da plataforma Our World in Data, atualizados em fevereiro de 2026, a fabricação desse material já ultrapassa 450 milhões de toneladas por ano, reforçando a necessidade de ampliar iniciativas voltadas ao reaproveitamento de resíduos e à redução dos impactos ambientais.
“Os modelos escolhidos para esse projeto, iniciado em fevereiro deste ano, foram as impressoras L3250 e L1250, dois dos modelos mais vendidos da linha EcoTank no Brasil. O plástico utilizado no projeto é obtido a partir de impressoras recolhidas e destinadas ao processo de reciclagem, sendo posteriormente reincorporado à fabricação local”, afirma Andreia Maffeis Campbell, gerente regional de Meio Ambiente e Regulatório da Epson.
“Nosso objetivo é fortalecer o alinhamento da operação local com os compromissos ESG da Epson, reduzindo impactos ambientais ao longo do ciclo de vida dos produtos. Hoje, os resíduos fabris da companhia recebem destinação ambientalmente adequada, reforçando o compromisso da Epson com práticas responsáveis ao longo de toda a cadeia produtiva”, completa.
O processo de reaproveitamento começa com a coleta de impressoras destinadas à reciclagem. Após a triagem, os equipamentos são desmontados e os componentes fabricados em HIPS (High Impact Polystyrene), plástico de alta resistência a impactos, são separados. Em seguida, o material passa por reprocessamento antes de retornar à fábrica da Epson, onde é novamente utilizado na produção de impressoras.
Segundo a empresa, a coleta e a separação dos materiais são realizadas por uma recicladora homologada, que atende aos critérios ambientais e sociais estabelecidos pela fabricante.
Para a Epson, o projeto integra uma estratégia mais ampla voltada à economia circular, que considera todas as etapas do ciclo de vida dos produtos. Além do reaproveitamento de materiais, a companhia afirma adotar iniciativas relacionadas à escolha de matérias-primas, eficiência logística, coleta de equipamentos e destinação adequada de resíduos.
A operação industrial da empresa no Brasil também incorpora outras medidas ambientais. De acordo com a fabricante, a unidade opera com energia 100% renovável proveniente de fonte eólica e mantém uma política de aterro zero, destinando seus resíduos para reciclagem, recuperação energética ou compostagem.
“A fábrica da Epson no Brasil, que representa o início e o fim desse ciclo, também opera com energia 100% renovável proveniente de fonte eólica”, afirma Andreia.
A iniciativa faz parte da estratégia global da Epson alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e à Visão Ambiental 2050, plano que estabelece metas relacionadas à neutralidade de carbono, ao uso responsável de recursos naturais e à redução dos impactos ambientais ao longo da cadeia produtiva.
No Brasil, a companhia também mantém uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica voltada à restauração florestal. Segundo a Epson, a colaboração já resultou no plantio de aproximadamente 4 mil árvores ao longo de dois ciclos do projeto.



