Buscas por Dia das Mães atingem pico no Google

Dia das Mães

A disputa pela atenção do consumidor no Dia das Mães já entrou na fase mais crítica para o varejo digital. Dados recentes mostram que o volume de buscas relacionadas à data atingiu o nível máximo no Google, antecipando um cenário de alta concorrência por visibilidade e conversão nas próximas semanas.

Levantamento da Do Follow, com base no Google Trends, indica que o interesse pelo termo “presente dia das mães” saiu praticamente do zero em fevereiro e alcançou pontuação máxima na última semana de abril. O movimento reforça que a jornada de compra começa antes da data comemorativa e ganha intensidade conforme o evento se aproxima.

O comportamento é acompanhado por outro dado relevante: 9 em cada 10 brasileiros pretendem celebrar o Dia das Mães, mas 75% ainda não sabem o que comprar. A combinação entre alta intenção de consumo e indecisão amplia a importância da presença digital das marcas neste período. “Para as marcas, isso representa uma janela de oportunidade clara: quem estiver bem posicionado nas buscas nos próximos dias vai capturar um consumidor indeciso, pronto para converter”, explica Carolina Glogovchan, CEO da Do Follow.

A análise também mostra que o interesse pelo termo “dia das mães” cresceu de forma contínua entre o fim de janeiro e abril, com aceleração mais forte nas semanas recentes. Esse padrão indica que o consumidor inicia a busca por ideias com antecedência, mas concentra a decisão final mais próximo da data.

Entre as pesquisas que mais avançaram estão “kit dia das mães”, “cesta de presente dia das mães”, “presente personalizado dia das mães” e “presente dia das mães criativo”. Os termos apontam para uma busca menos orientada a produtos específicos e mais focada em inspiração e curadoria, o que abre espaço para estratégias de conteúdo mais estruturadas.

A dificuldade na escolha do presente também se traduz em comportamento de compra. Segundo dados do Google, metade das aquisições ocorre apenas na semana anterior à data. Entre os principais entraves estão encontrar algo que agrade (24%), respeitar o orçamento (20%) e fugir de opções óbvias (17%).

O estudo ainda revela um desalinhamento entre expectativa e intenção de compra. Enquanto 25% das mães demonstram interesse por eletrônicos e celulares, apenas 12% dos consumidores pretendem adquirir esses itens. Categorias como eletrodomésticos e produtos para casa seguem a mesma tendência, indicando espaço para ampliar a conversão em produtos de maior valor agregado.

Com o aumento das buscas, o posicionamento nos resultados do Google passa a ser determinante para capturar demanda. Estratégias de SEO e link building ganham relevância por garantir presença orgânica no momento em que o consumidor está mais próximo da decisão de compra, reduzindo a dependência exclusiva de mídia paga.

O ambiente competitivo também se expande para além dos buscadores tradicionais. Ferramentas de inteligência artificial começam a influenciar a jornada de descoberta de produtos. “Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity já são consultadas por consumidores em busca de sugestões de presentes, e as marcas que aparecem nessas respostas são, em geral, as que possuem autoridade de domínio construída por meio de links de qualidade. Sendo assim, o link building vai além do ranqueamento no Google, ampliando a presença das marcas nas respostas geradas por IA”, detalha Glogovchan.

Na reta final, a combinação entre conteúdo de curadoria, autoridade digital e logística eficiente tende a definir quais marcas conseguem capturar o consumidor indeciso em um dos períodos mais relevantes do calendário do varejo.

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