Do pedido à loja: a tecnologia que protege a margem

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Durante muito tempo, logística era bastidor. Funcionava bem quando ninguém percebia. No varejo B2B, especialmente no setor de eletroeletrônicos, isso sempre foi crítico: produto certo, no prazo certo, com margem preservada.

A diferença é que agora o caminhão virou centro de decisão. Quem viveu a era do tacógrafo lembra como era simples e limitado. Um disco registrava velocidade e pronto. Depois vieram planilhas de consumo, controle manual de abastecimento e manutenção corretiva.

Hoje, sensores, telemetria e inteligência artificial transformaram cada veículo em uma central de dados. E isso muda completamente a operação de distribuidores, atacadistas e indústrias que abastecem o varejo.

Margem não se perde só na negociação

No B2B, todo mundo fala de preço, volume e giro. Mas pouca gente olha para o que acontece entre o CD e a loja.

Telemetria moderna permite acompanhar consumo de combustível, padrão de condução, desgaste de pneus, risco de colisão, desvio de rota e até comportamento ao volante. A partir daí, o gestor deixa de reagir a problemas e passa a antecipá-los.

De acordo com estudos da Geotab, plataforma global de telemetria e gestão inteligente de frotas, empresas já registram melhora de até 41% no comportamento da frota após programas de treinamento baseados em dados.

Menos acidente, menos manutenção emergencial, menos seguro alto. Isso não aparece na negociação comercial, mas aparece no resultado.

No fim do mês, é margem.

Logística como diferencial competitivo

No varejo B2B, atraso não é só atraso. É ruptura na loja, perda de venda e desgaste com o cliente.

Com dados em tempo real, é possível saber exatamente onde está cada veículo, identificar trechos de risco, evitar áreas com alto índice de roubo de carga e sugerir rotas mais seguras.

Em um país como o Brasil, onde estrada ruim e insegurança ainda são realidade, isso deixa de ser tecnologia e vira estratégia.

A operação ganha previsibilidade. O cliente ganha confiança. E confiança, no B2B, é ativo.

Do feeling para o dashboard

O gestor que antes decidia por experiência agora decide com dashboard. Consumo, emissão, manutenção preditiva, comportamento de motorista, eficiência por rota.

O que antes era “acho que esse veículo está gastando demais” vira dado comparativo claro.

O que antes era “esse motorista está demorando” pode virar análise contextual de rota, região e perfil de atendimento.

A inteligência artificial não está substituindo o profissional. Está dando escala para ele decidir melhor.

Tecnologia a serviço da operação

No fim, a transformação não é sobre caminhão. É sobre modelo de negócio.

No varejo B2B, onde a eficiência logística impacta diretamente capital de giro, estoque e nível de serviço, dados deixaram de ser tendência. Viraram infraestrutura.

A pergunta já não é mais se vale a pena investir em telemetria e IA. A pergunta é quanto da sua margem ainda está escapando entre o CD e o cliente final.

No novo varejo B2B, a logística deixou de ser custo invisível. Virou vantagem competitiva.

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