Com a intensificação do período de chuvas em diversas regiões do Brasil, cresce o risco de danos a equipamentos eletroeletrônicos residenciais, especialmente aqueles conectados de forma contínua à rede elétrica. De acordo com a Intelbras, os principais vilões desse cenário não são apenas as quedas de energia, mas os surtos de tensão — picos elétricos rápidos e muitas vezes imperceptíveis que percorrem a rede e podem comprometer aparelhos de forma imediata ou silenciosa ao longo do tempo.
Segundo a empresa, esses surtos costumam ocorrer nos milissegundos que antecedem uma interrupção total de energia ou no momento exato do restabelecimento do fornecimento, período crítico para dispositivos sensíveis. TVs, computadores, roteadores e equipamentos de home office estão entre os mais vulneráveis, já que possuem componentes eletrônicos projetados para operar dentro de margens muito estreitas de variação elétrica.
“A eletrônica moderna é extremamente sensível. Uma Smart TV ou um computador de alto desempenho possuem componentes que não toleram variações maiores que 10% na tensão nominal. O uso de soluções de proteção não deve ser visto como um acessório, mas como um seguro para o patrimônio digital da família”, explica Rubens Lorenço Neto, gerente de nobreak da Intelbras.
Para minimizar os riscos, a recomendação da Intelbras é adotar uma estratégia de proteção em camadas, levando em consideração a criticidade de cada equipamento. Em um primeiro nível estão os filtros de linha, indicados para dispositivos menos complexos, como carregadores, luminárias e pequenos eletrodomésticos. Esses produtos atuam principalmente na eliminação de ruídos e picos de menor intensidade da rede elétrica.
Já para equipamentos essenciais ou de maior valor agregado, a empresa destaca o papel dos nobreaks, que oferecem proteção ativa ao estabilizar a tensão e garantir autonomia temporária em casos de blackout. Além de evitar danos, o nobreak permite que o usuário tenha tempo para salvar arquivos, desligar sistemas corretamente ou manter equipamentos estratégicos em funcionamento por alguns minutos.
Home office e conectividade sob atenção especial
Com a consolidação do trabalho remoto e do consumo de entretenimento digital, a estabilidade da conexão à internet passou a ser um ponto crítico dentro das residências. De acordo com Lorenço Neto, roteadores e modems figuram entre os equipamentos mais afetados durante tempestades, pois estão expostos tanto à rede elétrica quanto aos cabos de dados.
“Manter um nobreak dedicado ao kit de conectividade (modem + roteador) garante que a residência permaneça conectada mesmo se houver queda de energia, protegendo o investimento feito em hardware de alto custo”, reforça.
A Intelbras avalia que, nesse contexto, o nobreak deixa de ser um acessório opcional e passa a integrar a infraestrutura básica do home office, contribuindo para a continuidade das atividades profissionais e para a preservação dos equipamentos.
Guia de prevenção para a temporada de chuvas
Como medida preventiva, a empresa recomenda que os consumidores adotem uma postura proativa na gestão da energia doméstica antes do pico do período chuvoso. Entre os principais pontos de atenção, estão a avaliação correta da carga conectada aos dispositivos de proteção, a observação de sinais de instabilidade na rede elétrica e a manutenção preventiva de equipamentos já instalados.
Entre as orientações destacadas estão a verificação da potência total dos aparelhos conectados, a atenção a oscilações frequentes na iluminação da residência — indicativo de rede instável — e o teste da autonomia das baterias dos nobreaks, especialmente para quem já utiliza esse tipo de solução.
Para a Intelbras, antecipar esses cuidados é a forma mais eficiente de evitar que a instabilidade climática se traduza em prejuízos financeiros e interrupções na rotina digital doméstica.



