O Grupo LAMOSA no Brasil, que reúne as marcas Roca Cerámica e Incepa, economizou em 2025 aproximadamente 42 mil GJ (gigajoule) de energia por meio do reaproveitamento do calor dos fornos em outras etapas da produção. O volume equivale ao consumo contínuo de mais de 247 mil fogões de cinco bocas e evitou a emissão de mais de 2.178 toneladas de CO2 equivalente.
A companhia também mantém a conservação de aproximadamente 820 hectares de áreas rurais no Paraná e em Santa Catarina, entre Área de Preservação Permanente, Reserva Legal e vegetação nativa excedente. A iniciativa integra uma trajetória iniciada em 2018, com o primeiro diagnóstico da operação em 2019 e o primeiro relatório de sustentabilidade publicado em 2020.
“Sempre existiu dentro da empresa o desejo de ser sustentável e uma preocupação genuína com o meio ambiente. O que faltava, em um primeiro momento, era estruturar isso de forma estratégica, com pesquisa, coleta de dados e mensuração. Quando começamos a medir, conseguimos entender onde estavam os impactos e estabelecer caminhos concretos para reduzi-los”, afirma Sergio Wuaden, Managing Director do Grupo LAMOSA no Brasil.
Desde 2020, a empresa usa a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) para medir os impactos ambientais dos produtos, da extração das matérias-primas até a saída da fábrica. Os resultados subsidiaram a substituição do coque de petróleo por biomassa nas fornalhas dos atomizadores, feita em 2021 em todas as unidades, com redução de aproximadamente 33% nas emissões de Gases de Efeito Estufa associadas a esse combustível.
Em 2025, o consumo total de energia da organização caiu 4,3% em relação a 2024, com redução de 13% na intensidade energética, enquanto o inventário de Gases de Efeito Estufa, ampliado conforme a metodologia do GHG Protocol, registrou pegada de carbono de 4,55 kgCO2e/m² em 2024, abaixo das referências de Itália (5,00 kgCO2e/m²) e Espanha (5,50 kgCO2e/m²).
Em 2025, 99,6% dos resíduos gerados em Campo Largo e São Mateus do Sul foram destinados à reciclagem, reuso ou outras formas de valorização, ante 92,5% em 2023. A empresa também iniciou parceria com a Uniformes do Bem para reciclagem de EPIs e uniformes, e compensou mais de 214 toneladas de embalagens em 2024 pela logística reversa.
A captação de água em Campo Largo e São Mateus do Sul caiu 10,3% em 2025, redução equivalente a mais de 125 mil banhos. No mesmo ano, a empresa conquistou o SASO Quality Mark, certificação da Saudi Standards, Metrology and Quality Organization para produtos comercializados na Arábia Saudita.
“Sustentabilidade não é um projeto com começo, meio e fim. É uma evolução permanente. Hoje temos dados, tecnologia e experiência para tomar decisões mais assertivas, mas sabemos que sempre haverá espaço para melhorar”, conclui Wuaden.



