Buick prepara chegada ao Brasil em 2028

Buick

A General Motors prepara a chegada da Buick ao mercado brasileiro, com previsão de início da operação em meados de 2028. A marca norte-americana será posicionada como uma divisão premium de acesso do grupo, ocupando um espaço abaixo da Cadillac e ao lado da Chevrolet na estratégia da GM para o país.

A confirmação da chegada da Buick ocorreu em uma apresentação restrita aos concessionários da General Motors. A operação brasileira deverá ter como principal fonte de produtos a estrutura que a montadora mantém na China, de onde serão importados os veículos destinados ao mercado nacional. A estratégia foi divulgada pelo AutoMais TV, que também detalhou os possíveis modelos destinados ao mercado brasileiro.

A estratégia está relacionada à renovação, por 20 anos, da parceria entre a GM e a SAIC. O acordo permite a exportação de veículos desenvolvidos na China para mercados emergentes da América do Sul, Oriente Médio e África. No Brasil, a nova marca deverá concentrar sua oferta em modelos eletrificados, incluindo híbridos plug-in, elétricos e veículos com tecnologia de extensor de alcance.

A proposta coloca a Buick em uma posição diferente da adotada pela marca nos Estados Unidos. No Brasil, o portfólio terá perfil mais tecnológico e será direcionado a uma faixa intermediária do mercado premium, enquanto a Cadillac ficará concentrada nos segmentos superiores.

Electra E7 aparece como principal candidato

Entre os modelos que podem fazer parte da operação brasileira, o SUV médio Electra E7 aparece como um dos principais candidatos. O utilitário utiliza a arquitetura Xiao Yao e tem cinco lugares, combinando motor 1.5 turbo com propulsor elétrico.

No ciclo CLTC, o modelo pode rodar mais de 200 km utilizando exclusivamente a propulsão elétrica. A autonomia combinada chega a 1.630 km, de acordo com as especificações apresentadas para o veículo.

Outro modelo que pode ajudar a formar a gama brasileira é o Electra E5, SUV totalmente elétrico com autonomia declarada entre 515 km e 620 km. O veículo seria uma das opções para ocupar a faixa intermediária entre a Chevrolet e a Cadillac dentro do portfólio da General Motors.

A Cadillac, por sua vez, terá uma atuação mais concentrada no segmento de luxo. A marca chega ao mercado brasileiro com modelos como Optiq, Lyriq e Vistiq, deixando espaço para que a Buick ocupe uma faixa abaixo na estrutura de marcas da GM.

Sedan e minivan ampliam possibilidades

A futura gama da Buick no Brasil também pode incluir modelos maiores. Um deles é o Electra L7, sedan executivo com mais de cinco metros de comprimento e três metros de entre-eixos.

O modelo utiliza tecnologia de alcance estendido. Nesse sistema, um motor elétrico de 343 cv é responsável pela tração, enquanto o motor a combustão atua como gerador de energia para o conjunto. A configuração permite uma autonomia de 302 km sem emissões e alcance total de 1.420 km.

Outra possibilidade é a Electra ENCASA, minivan premium com três fileiras de bancos. O modelo segue uma tradição da Buick no mercado asiático de veículos voltados ao transporte executivo e está disponível com diferentes sistemas de propulsão.

Entre as opções está uma configuração híbrida plug-in com tração integral, 628 cv e autonomia total de 1.320 km. Também existe uma versão totalmente elétrica, equipada com arquitetura de 900 volts e alcance de 601 km.

A relação definitiva de veículos que serão vendidos no Brasil ainda não está fechada. Os modelos precisam passar por etapas como homologação, definição de preços e avaliação da concorrência dentro do próprio grupo antes da confirmação do portfólio nacional.

A estratégia prevista para a Buick, porém, aponta para uma gama fortemente concentrada em tecnologias de eletrificação. Além dos modelos 100% elétricos, a marca deverá trabalhar com híbridos plug-in (PHEV) e veículos elétricos com extensor de alcance (EREV).

A operação brasileira também representa uma mudança em relação ao perfil mais conservador associado à Buick nos Estados Unidos. Com produtos desenvolvidos e produzidos na estrutura chinesa da GM, a marca deverá chegar ao país com uma gama baseada principalmente em eletrificação, baterias e diferentes configurações de propulsão.

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