Retirada em loja ganha força no varejo online

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A retirada de compras em lojas físicas ganhou espaço nas operações de e-commerce direto ao consumidor (D2C) e vem ampliando o papel dos pontos de venda na estratégia logística das marcas. Levantamento da Nuvemshop mostra que o faturamento bruto de mercadorias (GMV) gerado por pedidos retirados presencialmente cresceu 182,6% entre julho de 2025 e julho de 2026.

Além do aumento no volume financeiro, a modalidade também ampliou sua representatividade dentro das operações analisadas. No período, a participação da retirada em loja no faturamento total passou de 1,93% para 3,86%, indicando que empresas que atuam no modelo D2C vêm incorporando cada vez mais a loja física como parte da jornada de compra online.

Segundo a Nuvemshop, o movimento ocorre em um cenário em que frete e prazo de entrega seguem entre os principais fatores considerados pelos consumidores na hora de concluir uma compra pela internet.

O crescimento da retirada em loja reflete uma transformação na forma como as marcas estruturam suas operações. Em vez de funcionar apenas como pontos de venda, lojas físicas, showrooms e parceiros locais passam a desempenhar também funções logísticas, como entrega de pedidos, trocas de produtos e atendimento ao cliente.

Essa integração permite que estoques, canais de venda e processos operacionais sejam compartilhados, aproximando as experiências do varejo físico e digital.

“Durante muito tempo, a operação de e-commerce foi associada exclusivamente à entrega na residência do consumidor. O crescimento da retirada mostra que o varejo está ampliando as possibilidades: o cliente quer escolher como receber a compra, considerando preço, prazo e conveniência”, afirma Thammer Manzoni, diretor da Nuvem Envio Brasil da Nuvemshop.

Segundo a empresa, a possibilidade de retirar o pedido presencialmente também atende consumidores que buscam reduzir o custo do frete, desejam maior flexibilidade para receber suas compras ou não têm disponibilidade para aguardar entregas em casa.

A Nuvemshop avalia que a consolidação da retirada em loja reforça uma tendência de integração entre os canais físico e digital, tornando a operação mais eficiente para os varejistas.

Nesse modelo, a loja deixa de atuar exclusivamente como ponto de venda e passa a desempenhar diferentes funções dentro da jornada do consumidor.

“O ponto físico não precisa ser apenas um canal de venda. Ele pode se tornar um ativo importante para a operação digital, seja como ponto de retirada, de troca ou de atendimento. A integração entre esses canais é o que torna a experiência mais simples para o consumidor e mais eficiente para a marca”, diz Manzoni.

De acordo com o executivo, soluções integradas de gestão ajudam os lojistas a administrar pedidos, pagamentos e logística em uma única plataforma, permitindo oferecer diferentes modalidades de entrega conforme o perfil dos consumidores e as características de cada região.

“A integração entre a loja virtual e soluções como o Nuvem Envio permite que empreendedores ofereçam diferentes modalidades de entrega, de acordo com as características de cada região e o perfil de seus consumidores”, afirma.

O estudo também identificou mudanças no comportamento de pagamento dos consumidores. Em julho de 2026, o Pix respondeu por 50,28% do total de pedidos realizados nas lojas D2C analisadas, superando os 48,6% registrados no mesmo mês do ano anterior e consolidando-se como o meio de pagamento mais utilizado em número de transações.

Quando o recorte considera o faturamento, no entanto, o cartão de crédito continua predominante. A modalidade respondeu por 53,92% do GMV, enquanto o Pix representou 40,64%.

Segundo a Nuvemshop, essa diferença indica que o cartão permanece mais presente nas compras de maior valor, em que o parcelamento ainda influencia a decisão do consumidor.

Entre os canais de aquisição, o Instagram manteve sua relevância para as marcas que operam no modelo D2C. A rede social respondeu por 25,15% do faturamento das lojas analisadas em julho deste ano, acima dos 22,83% registrados em igual período de 2025. Já o TikTok representou 0,02% do GMV no período analisado.

“Os dados mostram um consumidor que espera mais opções e uma operação de varejo que precisa estar preparada para atendê-lo em diferentes pontos da jornada. A venda pode começar em uma rede social, ser paga por Pix e terminar em uma retirada na loja. O desafio é integrar essas etapas sem aumentar a complexidade para quem vende”, conclui Manzoni.

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