Varejo se prepara para o “Super Ano” de 2026

Super Ano

O calendário brasileiro de 2026 reúne dois dos maiores catalisadores de atenção do país em um curto intervalo: a Copa do Mundo, em junho, e as Eleições Gerais, em outubro. Para o varejo e para as marcas que atuam com promoções comerciais, esse cenário cria um ambiente de intensa disputa pela atenção do consumidor. Segundo a Promoboxx, consultoria especializada em campanhas promocionais, o chamado “Super Ano” exigirá planejamento estratégico que vá além de prêmios atrativos, equilibrando engajamento, timing e conformidade legal.

De acordo com a consultoria, a Copa do Mundo de 2026 traz uma particularidade relevante para o comércio brasileiro: os jogos acontecerão em horários compatíveis com o consumo e o convívio social. Para Pedro Micuci, Head de Comunicação e CRO da Promoboxx, entender esse contexto é essencial para transformar audiência em vendas, especialmente em um ambiente de pressão sobre os custos de mídia.

“Estamos diante de um ‘Super Ano’. A Copa de 2026 será a Copa da experiência em tempo real. Como os jogos acontecem em horários que favorecem o happy hour e o convívio social no Brasil, as marcas têm uma janela de ouro para o social selling e promoções relâmpago via WhatsApp e Live Commerce. No entanto, o desafio é o custo da mídia: quem não garantir seu espaço agora, será atropelado pelos preços inflacionados que a publicidade política trará logo na sequência, em agosto e setembro”, afirma Micuci.

Se, por um lado, o cenário aponta para oportunidades de engajamento e aumento de vendas, por outro, o ano eleitoral amplia os riscos jurídicos. A Promoboxx destaca que a fiscalização sobre sorteios, promoções e apostas está mais rigorosa, impulsionada pela regulamentação do mercado de bets e pelo aumento da vigilância sobre transparência nas redes sociais. Nesse contexto, o planejamento legal deixa de ser um detalhe operacional e passa a ocupar papel central nas estratégias promocionais.

Para Danilo Raide, sócio consultor e advogado da Promoboxx, a linha entre promoção comercial e propaganda política se torna ainda mais sensível em anos eleitorais. “Em ano eleitoral, a zona de sombra entre a promoção comercial e a propaganda política é perigosa. As empresas precisam ser cirúrgicas para não infringir normas da Justiça Eleitoral ao utilizar figuras públicas ou influenciadores que possam ter qualquer vínculo político. Além disso, com as novas taxas de fiscalização e as regras de transparência para sorteios, a conformidade não é mais um detalhe, é o pilar central da campanha. Não há espaço para o amadorismo; o custo de uma promoção mal registrada ou de um sorteio irregular pode ser proibitivo em 2026”, alerta Raide.

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