Unidade B2B do Mercado Livre cresce e mira mercado de US$ 250 bi

Mercado Livre
Mercado Livre Negócios tem 4,4 milhões de CNPJs cadastrados e expectativa de ser um novo ‘Full’ para o e-commerce argentino

Lançada em setembro de 2025 como uma nova unidade de negócios B2B do Mercado Livre, o Mercado Livre Negócios já contabiliza resultados expressivos. Segundo os executivos que apresentaram a iniciativa durante o Eletrolar Show All Connected nessa segunda-feira (22), trata-se de uma “prioridade” atual da empresa, equiparável ao lançamento do Mercado Envios Full em 2017.

“O que me fez mudar da área de compras do Meli [Mercado Livre] para Negócios foi justamente esse movimento que eu já via de como as empresas já começavam a querer migrar para o marketplace e mudar aquele modelo de compras antiquado que vinha sendo feito já há 20 anos”, ponderou Vinicius Medeiros, Head B2B do e-commerce.

A comparação com o Full não é por acaso. Em 2019, quando o serviço de entrega rápida foi criado, menos de 30% das encomendas do ML chegavam em menos de dois dias. Atualmente a proporção chega a 80%. A oportunidade também é grande no B2B, com apenas 5% do atacado digitalizado no Brasil nesse momento, enquanto mercados desenvolvidos como o dos EUA e da China superam os 20%.

“Eu queria que vocês entendessem o B2B como o novo Full, a nova fronteira estratégica do Mercado Livre, a nossa nova forma de mudar o mercado nacional”, disse João Vicente Sarmento, Strategy Specialist do ML. “A gente já vê no Mercado Livre Negócios a quantidade de empresas nos buscando de forma orgânica.”

A empresa estima que o mercado latino-americano de e-commerce B2B pode superar os US$ 250 bilhões – com o Brasil representando aproximadamente metade desse montante. Além disso, diz Medeiros, o mercado B2B cresce duas vezes mais que o B2C, mais maduro, ou seja, há “uma lacuna de oportunidade”.

O Mercado Livre vê como maiores oportunidades as categorias de eletroeletrônicos e tecnologia – justamente parte expressiva do público da Eletrolar. Os resultados já são sensíveis: 42% de crescimento no B2B entre junho de 2025 e abril de 2026. Nesse segmento em específico, as unidades vendidas no B2B cresceram 30% no período, e já representam 10% das vendas totais no ML.

Além disso, segundo os executivos, na comparação com o B2B o ticket médio das compras no Negócios é 35% mais alto, com 40% mais compras por mês e 50% mais itens por pedido. O gasto por comprador quase dobra, assim como o volume de unidades. “Em resumo, o B2B entrega mais receita e tickets mais altos”, resumiu Sarmento. “O comprador de B2B sabe muito bem o que está procurando.”

Atualmente, são mais de 4,4 milhões de CNPJs cadastrados e ativos na plataforma.

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