O Pix consolidou sua posição como o principal meio de pagamento nas compras do dia a dia dos brasileiros, especialmente no comércio eletrônico. Um levantamento da Nuvemshop, plataforma de e-commerce que reúne dados de mais de 100 mil lojas virtuais em operação no país, aponta que o sistema de pagamentos instantâneos já responde por 50,2% dos pedidos realizados nas lojas online, superando o cartão de crédito e o boleto bancário.
O avanço da modalidade está diretamente relacionado à rapidez na confirmação das transações e aos descontos oferecidos pelos varejistas para pagamentos à vista. Em muitas operações, os abatimentos variam entre 5% e 15%, tornando o Pix uma alternativa cada vez mais atrativa para consumidores e lojistas.
Apesar da liderança em número de pedidos, o Pix ainda representa uma fatia menor do valor financeiro movimentado no e-commerce. Segundo o levantamento, a modalidade responde por aproximadamente 41% do volume transacionado, enquanto o cartão de crédito continua predominando nas compras de maior valor.
Essa diferença ocorre porque itens como eletrodomésticos, móveis, eletrônicos e pacotes de viagem continuam sendo adquiridos, em grande parte, por meio do cartão de crédito, principalmente devido à possibilidade de parcelamento sem juros.
Embora tenha perdido espaço como principal forma de pagamento nas compras cotidianas, o cartão de crédito permanece exercendo papel central no orçamento das famílias brasileiras.
Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostram que 81,6% das famílias brasileiras possuíam dívidas a vencer em junho. Entre as modalidades de crédito, o cartão continua sendo a mais citada pelos consumidores.
Segundo Rodrigo Mandaliti, presidente do Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança (IGEOC), o crescimento do Pix alterou a dinâmica das compras rotineiras, mas não substituiu a importância do cartão nas decisões financeiras de maior impacto.
“O Pix resolveu o problema da praticidade no dia a dia, mas não eliminou o papel do cartão nas decisões financeiras mais importantes. Uma pessoa que parcela uma compra de maior valor está afetando o orçamento dos próximos meses, e isso exige um planejamento diferente de uma compra à vista”, afirma Rodrigo Mandaliti, presidente do Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança (IGEOC).
De acordo com o especialista, o principal erro dos consumidores está em avaliar apenas o valor individual das parcelas, sem considerar o conjunto de compromissos financeiros já assumidos.
Antes de contratar um novo parcelamento, a recomendação é verificar quanto da renda mensal já está comprometida com prestações em andamento, evitando que novas compras reduzam a capacidade de pagamento do orçamento familiar.
“Uma compra parcelada em dez vezes pode parecer inofensiva no momento da decisão, mas se soma a outras parcelas em andamento. O ideal é sempre verificar quanto da renda mensal já está comprometida com parcelamentos antes de assumir um novo compromisso. Quando esse limite é ultrapassado, qualquer imprevisto pode levar ao atraso e, na sequência, ao rotativo”, explica.
A orientação ganha ainda mais relevância em períodos de maior movimento no varejo, quando campanhas promocionais costumam estimular compras por impulso e ampliar o uso do crédito parcelado.
Segundo Mandaliti, nessas ocasiões é importante projetar como cada nova parcela afetará o orçamento ao longo dos meses seguintes, levando em consideração todos os compromissos financeiros já existentes.
“É nesses períodos que o consumidor mais se arrisca a parcelar além da própria capacidade de pagamento, atraído pela sensação de que a parcela é pequena. Antes de fechar a compra, vale simular como aquela quantia vai impactar o orçamento nos meses seguintes, considerando também os outros parcelamentos”, destaca.
O levantamento da Nuvemshop mostra que o Pix ganhou protagonismo nas compras de menor valor e se consolidou como a principal ferramenta de pagamento no e-commerce brasileiro. Ainda assim, o cartão de crédito continua sendo a principal opção para aquisições de maior porte, sustentando boa parte do consumo de bens duráveis e itens de maior valor agregado.
Na avaliação do presidente do IGEOC, esse cenário reforça a necessidade de planejamento financeiro por parte dos consumidores, especialmente quando a compra envolve parcelamentos de longo prazo.
“Antes de parcelar, é preciso ter clareza sobre o que já está no orçamento. Só assim é possível evitar que uma compra planejada vire uma dívida fora de controle”, conclui Mandaliti.
O Pix consolidou sua posição como o principal meio de pagamento nas compras do dia a dia dos brasileiros, especialmente no comércio eletrônico. Um levantamento da Nuvemshop, plataforma de e-commerce que reúne dados de mais de 100 mil lojas virtuais em operação no país, aponta que o sistema de pagamentos instantâneos já responde por 50,2% dos pedidos realizados nas lojas online, superando o cartão de crédito e o boleto bancário.
O avanço da modalidade está diretamente relacionado à rapidez na confirmação das transações e aos descontos oferecidos pelos varejistas para pagamentos à vista. Em muitas operações, os abatimentos variam entre 5% e 15%, tornando o Pix uma alternativa cada vez mais atrativa para consumidores e lojistas.
Apesar da liderança em número de pedidos, o Pix ainda representa uma fatia menor do valor financeiro movimentado no e-commerce. Segundo o levantamento, a modalidade responde por aproximadamente 41% do volume transacionado, enquanto o cartão de crédito continua predominando nas compras de maior valor.
Essa diferença ocorre porque itens como eletrodomésticos, móveis, eletrônicos e pacotes de viagem continuam sendo adquiridos, em grande parte, por meio do cartão de crédito, principalmente devido à possibilidade de parcelamento sem juros.
Embora tenha perdido espaço como principal forma de pagamento nas compras cotidianas, o cartão de crédito permanece exercendo papel central no orçamento das famílias brasileiras.
Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostram que 81,6% das famílias brasileiras possuíam dívidas a vencer em junho. Entre as modalidades de crédito, o cartão continua sendo a mais citada pelos consumidores.
Segundo Rodrigo Mandaliti, presidente do Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança (IGEOC), o crescimento do Pix alterou a dinâmica das compras rotineiras, mas não substituiu a importância do cartão nas decisões financeiras de maior impacto.
“O Pix resolveu o problema da praticidade no dia a dia, mas não eliminou o papel do cartão nas decisões financeiras mais importantes. Uma pessoa que parcela uma compra de maior valor está afetando o orçamento dos próximos meses, e isso exige um planejamento diferente de uma compra à vista”, afirma Rodrigo Mandaliti, presidente do Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança (IGEOC).
De acordo com o especialista, o principal erro dos consumidores está em avaliar apenas o valor individual das parcelas, sem considerar o conjunto de compromissos financeiros já assumidos.
Antes de contratar um novo parcelamento, a recomendação é verificar quanto da renda mensal já está comprometida com prestações em andamento, evitando que novas compras reduzam a capacidade de pagamento do orçamento familiar.
“Uma compra parcelada em dez vezes pode parecer inofensiva no momento da decisão, mas se soma a outras parcelas em andamento. O ideal é sempre verificar quanto da renda mensal já está comprometida com parcelamentos antes de assumir um novo compromisso. Quando esse limite é ultrapassado, qualquer imprevisto pode levar ao atraso e, na sequência, ao rotativo”, explica.
A orientação ganha ainda mais relevância em períodos de maior movimento no varejo, quando campanhas promocionais costumam estimular compras por impulso e ampliar o uso do crédito parcelado.
Segundo Mandaliti, nessas ocasiões é importante projetar como cada nova parcela afetará o orçamento ao longo dos meses seguintes, levando em consideração todos os compromissos financeiros já existentes.
“É nesses períodos que o consumidor mais se arrisca a parcelar além da própria capacidade de pagamento, atraído pela sensação de que a parcela é pequena. Antes de fechar a compra, vale simular como aquela quantia vai impactar o orçamento nos meses seguintes, considerando também os outros parcelamentos”, destaca.
O levantamento da Nuvemshop mostra que o Pix ganhou protagonismo nas compras de menor valor e se consolidou como a principal ferramenta de pagamento no e-commerce brasileiro. Ainda assim, o cartão de crédito continua sendo a principal opção para aquisições de maior porte, sustentando boa parte do consumo de bens duráveis e itens de maior valor agregado.
Na avaliação do presidente do IGEOC, esse cenário reforça a necessidade de planejamento financeiro por parte dos consumidores, especialmente quando a compra envolve parcelamentos de longo prazo.
“Antes de parcelar, é preciso ter clareza sobre o que já está no orçamento. Só assim é possível evitar que uma compra planejada vire uma dívida fora de controle”, conclui Mandaliti.



