Com e-commerce em expansão, dados são pilar de estratégias de canais

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Informação é fundamental para antecipar tendências e evitar armadilhas, debateram executivos na Eletrolar Show 2026

Com o avanço do e-commerce sobre as mais tradicionais formas de varejo, os dados desempenham papel fundamental para definir as melhores estratégias. Esse foi o tema de um painel realizado durante o último dia da Eletrolar Show All Connected 2026, tradicional feira do setor eletroeletrônico realizada em São Paulo. A conversa foi mediada por Rodrigo Righetti, CGO da Confi e Co-CEO do AI Brasil.

A Midea, por exemplo, atualmente a quarta maior fabricante do setor no Brasil, tem experimentado grande crescimento de sua estratégia de venda direta ao consumidor por via online – o chamado D2C (Direct to Consumer). Segundo Luciano Camoezi, Head de Ecommerce da Midea Carrier, usa desde 2022 uma solução de analytics da Neotrust para aprimorar a venda de aparelhos de ar-condicionado e geladeiras, cujo ciclo de compra é de longo prazo.

“As ações dos canais são semanais, e o preço pode virar no mesmo dia, mas semanalmente estamos mexendo”, explicou o executivo. “Um time olha para a margem e outro para os preços. E eles conseguem promover ações.”

Segundo Léo Bicalho, Head de Negócios da Neotrust Confi, transformar informações em ação depende do quanto a empresa está estruturada para agir a partir do que descobre nos dados, e esse é o grande desafio atual. A Neotrust é especialista em inteligência de dados relacionada ao e-commerce brasileiro, com acesso a três milhões de transações por dia de 12 milhões de consumidores únicos mensais.

“E-commerce é um canal que só tem ganhado relevância. Para algumas indústrias chega a metade das vendas”, disse ele, salientando que consumidores tem buscado produtos cada vez mais diversos. “No online eles entendem que vão ter desconto, que conseguem pesquisar mais. O ritmo de crescimento está em 15% e de pedidos em 30%. O consumidor tem feito mais pedidos com gastos menores. É interessante observar as oportunidades que isso traz.”

Para Luciano Camoezi, mesmo itens grandes e alto valor agregado tem ganho espaço no e-commerce. A expectativa é que o clima mais quente também amplie o consumo de linha-branca, especialmente aparelhos de ar-condicionado. E que a chamada “premiumnização”, com os consumidores preferindo aparelhos mais caros e modernos, é uma realidade, e a marca tem apostado em produtos com esse perfil.

Outro fator expressivo de pressão sobre o varejo digital é o aumento no número de vendedores nos marketplaces, o que gera uma briga por preços. “E aí qualquer descontinho vai fazer diferença com relação ao concorrente. Preço em si é um dos maiores diferenciais do e-commerce, se não o maior”, ponderou João Victor Vellinho, Head da WebGlobal Consulting.

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