O Dia das Crianças reforçou o papel estratégico do mercado infantil no varejo brasileiro e consolidou o modelo omnichannel como um dos principais pilares de crescimento do setor. Segundo levantamento da Linx, empresa de tecnologia especializada em soluções para o varejo, entre os dias 1º e 12 de outubro de 2025, o faturamento das grandes operações aumentou 11% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o volume de pedidos cresceu 13%.
O estudo mostra que o formato de retirada em loja respondeu por 36% dos pedidos, evidenciando a maturidade das estratégias de integração entre canais físicos e digitais.
Omnichannel como diferencial competitivo
De acordo com Cláudio Alves, diretor de Enterprise da Linx, o varejo brasileiro tem se adaptado rapidamente ao comportamento do consumidor conectado.
“As grandes redes vêm amadurecendo suas estratégias de integração. A retirada em loja tornou-se um diferencial competitivo, aproximando o consumidor do ponto físico e reduzindo custos logísticos. O omnichannel deixou de ser tendência e se tornou um pilar estruturante do varejo”, afirma.
A combinação de logística eficiente, integração de estoques e experiência personalizada está transformando a forma como consumidores compram e retiram produtos, especialmente em períodos de alta demanda.
“O Dia das Crianças permanece uma das datas mais estratégicas para o comércio infantil. A combinação de promoções, acesso facilitado ao canal digital e logística eficiente fortalece a experiência de compra e gera resultados elevados”, explica Rafael Reolon, diretor de Retail da Linx.
Tendência de longo prazo
Para os executivos, o desempenho confirma que o varejo nacional está cada vez mais preparado para atender o consumidor híbrido, que alterna entre os canais físico e digital com naturalidade.
“As datas sazonais, como o Dia das Crianças, deixam de ser apenas oportunidades pontuais e passam a funcionar como laboratórios estratégicos para testar soluções omnichannel e fidelizar famílias, apontando caminhos claros para o crescimento sustentável”, completa Reolon.
Com o avanço da integração entre lojas físicas, e-commerce e marketplaces, o setor de varejo infantil se consolida como um dos motores do consumo no Brasil — e um exemplo de como a tecnologia e os dados vêm redefinindo o relacionamento entre marcas e consumidores.



