BYD vê integração tecnológica como motor da mobilidade elétrica

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Henri Karam, head de Comunicação e Relações Públicas da BYD Brasil, apresentou a trajetória da companhia e discutiu como a empresa tem transformado pesquisa e desenvolvimento em uma vantagem competitiva durante a Future Mobility 2026. Segundo o executivo, a evolução da mobilidade elétrica depende menos de um único produto e mais da construção de um ecossistema tecnológico capaz de integrar diferentes soluções.

A BYD nem sempre foi uma montadora de veículos elétricos. A empresa começou fabricando baterias para equipamentos eletrônicos, como lanternas, controles remotos e celulares, antes de ingressar no setor automotivo por meio da aquisição de uma fábrica. A partir daí, desenvolveu seus primeiros protótipos, passou pela produção de veículos a combustão e, posteriormente, concentrou sua estratégia em modelos elétricos e híbridos. No Brasil, a companhia iniciou suas operações em 2013 e expandiu sua atuação para diferentes frentes, incluindo energia solar e projetos de mobilidade, como o SkyRail. O crescimento acelerado reflete essa transformação: a empresa levou 13 anos para fabricar seu primeiro milhão de veículos, enquanto o milhão mais recente foi produzido em aproximadamente dois meses.

Para Karam, também houve uma mudança no que determina o valor percebido de um automóvel. Se antes fatores como motor, design e marca eram predominantes, hoje o consumidor avalia aspectos como software, bateria, semicondutores, conectividade e custo de manutenção ao longo da vida útil do veículo.

“Hoje a gente tem que pensar mais adiante, não só quanto custa o carro, mas quanto ele custa de manutenção”, afirmou.

Outro ponto destacado foi a cultura de inovação da companhia. “Pesquisa e Desenvolvimento não é um departamento da BYD, mas sim uma cultura”, disse Karam. Atualmente, a empresa reúne mais de 122 mil profissionais dedicados à pesquisa e desenvolvimento, distribuídos em 11 institutos, promovendo o intercâmbio de conhecimento entre diferentes áreas do grupo.

Como exemplo dessa integração, o executivo apresentou o modelo interno conhecido como “7×4”, que compartilha tecnologias entre diferentes frentes de negócio. As soluções desenvolvidas para carros de passeio, ônibus urbanos e rodoviários, logística, coleta de resíduos e táxis também podem ser aplicadas em setores como mineração, aeroportos, serviços portuários e outras operações industriais. Segundo Karam, essa troca de conhecimento acelera a inovação e amplia o potencial de cada tecnologia desenvolvida pela empresa.

Ao final da apresentação, o executivo deixou uma provocação para empresários e gestores: “Que produto que eu tenho que eu posso transformar em plataforma?”

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