As fechaduras digitais deixaram de ser apenas um recurso de conveniência para quem quer eliminar o uso de chaves físicas. Com a integração a aplicativos e outros dispositivos conectados, esses equipamentos passaram a fazer parte do ecossistema de casas inteligentes e, por isso, exigem atenção também aos aspectos relacionados à segurança digital.
Esse movimento acompanha a expansão do mercado de smart homes. Segundo dados do IMARC Group, o segmento brasileiro movimentou US$ 3 bilhões em 2025 e pode atingir US$ 7,1 bilhões até 2034. Nesse cenário, avaliar apenas funcionalidades e preço já não é suficiente: características técnicas ligadas à conectividade e à proteção de dados devem entrar na lista de verificação antes da compra.
As fechaduras conectadas oferecem funções que ampliam o controle sobre o acesso ao imóvel. Entre elas estão a abertura remota pelo aplicativo, a criação de senhas temporárias para visitantes ou prestadores de serviço e o envio de notificações em caso de tentativa de violação.
Outro recurso comum é o travamento automático da porta, reduzindo o risco de ela permanecer destrancada por esquecimento. Alguns modelos também contam com senha anti-espionagem, que permite inserir números aleatórios antes da combinação correta para dificultar que terceiros identifiquem a senha observando a digitação.
A Elgin oferece essas funcionalidades na linha Forti, que reúne modelos com abertura por senha, cartão de proximidade e biometria, além da integração com o aplicativo Elgin Smart.
Segundo Marcel Serafim, diretor executivo de Bens de Consumo e Eletrificação da Elgin, a tecnologia mudou o papel desse tipo de equipamento dentro da residência.
“A fechadura deixou de ser só uma tranca e virou o centro de controle de acesso da casa. Poder abrir remotamente para alguém de confiança, criar uma senha que expira depois do fim de semana e ser avisado de uma tentativa de violação muda completamente a relação de quem precisa deixar o lar por alguns dias”, afirma.
Entre os critérios que devem ser considerados antes da instalação de uma fechadura digital, o primeiro é a homologação da Anatel. A certificação é obrigatória para equipamentos que utilizam transmissão por radiofrequência comercializados no Brasil e indica que o módulo de comunicação atende às exigências técnicas estabelecidas para esse tipo de produto.
Outro aspecto importante envolve a proteção das informações transmitidas entre o aplicativo e a fechadura. Como os comandos de abertura trafegam pela internet, é recomendável verificar se a comunicação utiliza criptografia. Essa informação costuma estar disponível na documentação técnica fornecida pelo fabricante.
Também vale observar a política de atualização de software. Tanto o aplicativo quanto o firmware da fechadura precisam receber atualizações periódicas para corrigir falhas e manter o funcionamento adequado do equipamento. Antes da compra, é recomendável verificar a frequência com que o fabricante disponibiliza essas atualizações.
A preocupação com segurança não se limita às fechaduras digitais. Equipamentos como câmeras inteligentes, sensores de abertura, plugues e interruptores conectados também fazem parte da infraestrutura das casas inteligentes e devem seguir os mesmos critérios de avaliação.
As câmeras permitem monitoramento remoto, visão noturna, comunicação por áudio e alertas de movimento. Já plugues e interruptores inteligentes possibilitam automatizar o acionamento de luzes e outros aparelhos em horários variados, simulando a presença de moradores no imóvel. Sensores instalados em portas e janelas complementam esse conjunto ao enviar notificações sempre que detectam uma abertura.
Para todos esses dispositivos, a recomendação permanece a mesma: verificar a homologação da Anatel, confirmar a existência de criptografia na comunicação e acompanhar a política de atualizações oferecida pelo fabricante.
“Segurança inteligente é isso: várias camadas simples que, juntas, tornam a casa um alvo mais difícil e o morador mais tranquilo, mesmo a quilômetros de distância”, conclui Marcel.



