Se os consumidores brasileiros buscam carros de porte maior, maiores e mais parrudos, com foco em segurança e estabilidade, as empresas e locadoras comerciais passam por um processo de diminuição no porte médio dos veículos utilizados pelos entregadores, além da diversificação de veículos de duas rodas.
Tema abordado no primeiro dia da Future Mobility 2026, a palestra Logística urbana: o desafio invisível das cidades, contou com a presença de Francine Evelyn, diretora executiva da ABLA, que indicou um crescimento de 86%, de 2024 para 2025, na locação de motos elétricas, expressamente para o propósito de serviço de Delivery. O produto se popularizou como uma alternativa mais barata, com menos manutenção por parte dos motoristas. Por outro lado, também houve aumentos similares nos serviços de aluguel para peruas e outros transportes de carga.
Esse fenômeno não é sem precedentes, como afirma Rodrigo Pikussa, diretor da Farizon no Brasil. Segundo ele, o aumento do engarrafamento ajuda na tendência na diminuição de veículos e na escolha por alternativas aos carros. O mesmo aconteceu pela explosão no mercado de motos e veículos leves para a compra e entrega de bens.
Dentro desse universo, os serviços de GPS disponíveis para esse público passam por mudanças. João Frigatto, gerente de parcerias estratégicas para a Geo Prosperity, afirma que quase todos os aplicativos especializados de transporte buscam suas informações a partir de dois grandes programas de locomoção, o Waze e o Google Maps, os únicos aplicativos com a massa crítica o suficiente para fornecer atualizações em tempo real e que podem ser refinadas para algoritmos mais especializados API. Porém, ainda existe uma carência por parte dessas redes especializadas, uma vez que as locadoras de veículos são relutantes em compartilhar essas pesquisas entre si e propor logísticas desenvolvidas.
De acordo com os dados disponibilizados e expostos no painel do evento, existem mais 39.000 CNPJs cadastrados de Locadoras de veículos atuando simultaneamente no Brasil, do delivery, até caravanas de equipamentos de construção. Embora extremamente variadas, todos usam a mesma base de ferramentas e não comunicam seus resultados da análise de dados entre si, tendo uma demanda para o desenvolvimento de novas metodologias de logísticas, personalizadas para as suas demandas.



