Meta deve ultrapassar Google em anúncios digitais

Meta, Google

A Meta pode assumir pela primeira vez a liderança global em publicidade digital, superando a Google em receita líquida de anúncios. As projeções são da Emarketer, divulgadas pelo The Wall Street Journal, e indicam uma mudança relevante no equilíbrio de forças entre as duas gigantes de tecnologia.

Segundo as estimativas, a Meta deve atingir mais de US$ 243,46 bilhões em receita publicitária líquida, ultrapassando os US$ 239,54 bilhões projetados para o Google. Os números consideram o faturamento após a dedução de custos como aquisição de tráfego e repasses a criadores de conteúdo, métrica considerada mais precisa para avaliar a operação de publicidade das plataformas.

O ritmo de crescimento também reforça a tendência. A Meta deve ampliar sua receita publicitária em 24,1% neste ano, acima dos 22,1% registrados anteriormente, enquanto o Google mantém expansão mais moderada, na faixa de 11,9%. Procuradas, ambas as empresas não comentaram as projeções.

O avanço da Meta é atribuído, em grande parte, à evolução de seus formatos de anúncios e ao uso crescente de inteligência artificial. Produtos como o Reels têm ganhado tração e ampliado o inventário de mídia, enquanto ferramentas de IA contribuem para segmentação e performance das campanhas. A companhia também informou que soluções relacionadas a vídeo geraram cerca de US$ 10 bilhões em receita no quarto trimestre.

Para Max Willens, analista da Emarketer, a estratégia da empresa foi baseada na consolidação do uso das plataformas antes da monetização. A Meta priorizou o engajamento em produtos como Reels, Threads e WhatsApp antes de intensificar a inserção de publicidade, criando uma base mais sólida para anunciantes.

Do lado do Google, o modelo segue apoiado em seu ecossistema que inclui buscador, YouTube e rede de anúncios em sites de terceiros. Apesar da longa liderança no setor, a empresa enfrenta pressão crescente, inclusive da Amazon, que ganha relevância à medida que consumidores passam a iniciar buscas por produtos diretamente em marketplaces.

As projeções indicam ainda que a participação do Google no mercado global de publicidade digital deve cair para 48,5% neste ano, ficando abaixo de 50% pela primeira vez em mais de uma década, refletindo um cenário mais competitivo e fragmentado.

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