Apesar da disparada de ações ligadas à inteligência artificial (IA), o Goldman Sachs afirma que o mercado de ações dos Estados Unidos ainda não atingiu níveis de bolha. No entanto, o banco alerta que investidores não devem agir de forma impulsiva, mesmo com a corrida por papéis de empresas de tecnologia, de acordo com informações da Cryptopolitan.
Segundo estrategistas do Goldman, embora haja sinais familiares de bolhas históricas, como superavaliações, concentração de mercado e gastos elevados para manter liderança, o atual movimento é sustentado por ganhos reais e crescimento consistente. Entre as principais empresas que puxam a valorização estão Meta, Microsoft, Google e Nvidia, todas com balanços sólidos.
Em comparação com o estouro da bolha da tecnologia em 2000, o valor combinado das chamadas “Magnificent 7” está pouco acima de metade do setor na época. Ainda assim, o banco recomenda diversificação de portfólio para reduzir riscos e conter efeitos da concentração.
O CEO do Goldman, David Solomon, e o bilionário Paul Tudor Jones reforçaram o alerta em eventos recentes. Solomon destacou que mercados seguem ciclos e que a alta pode estar à frente do potencial real, enquanto Jones prevê um possível “surto final” antes de uma correção.
A preocupação já se reflete em ativos considerados refúgio: na terça-feira, o ouro atingiu US$ 4.100 por onça, recorde histórico, e o Bitcoin ultrapassou US$ 127 mil, à medida que investidores buscam proteção contra uma eventual bolha de tecnologia.



