Em um cenário de margens pressionadas, a importação deixou de ser uma alternativa pontual e passou a ocupar um papel estratégico no varejo. Mais do que reduzir custos, trata-se de ganhar controle sobre produto, posicionamento e diferenciação.
Durante palestra no segundo dia do Congress Brazil Mobile 2026, Tiago Odonho, head comercial da China Link, destacou a centralidade da China como parceira comercial do Brasil e vetor de competitividade.
O executivo também chamou atenção para a mudança de percepção sobre os produtos chineses.
A ideia de baixa qualidade já não se sustenta. Hoje, o país oferece diferentes níveis de tecnologia e acabamento, permitindo que empresas alinhem seus produtos ao posicionamento desejado.
Entre os principais ganhos, estão a redução de custos, a previsibilidade no fornecimento e o desenvolvimento de marca própria, especialmente relevante para empresas que apostam em personalização como estratégia de margem.
Odonho também detalhou o processo de importação formal, que envolve etapas como habilitação no Radar/Siscomex, escolha de fornecedores, auditoria, logística e desembaraço. Segundo ele, o ciclo completo leva, em média, 120 dias.
Competitividade começa na origem
Mais do que uma vantagem, importar se tornou uma condição para competir. Ao estruturar a cadeia desde a origem, o varejo amplia margens, reduz dependências e fortalece seu posicionamento.
Quem não olha para essa estratégia tende a perder espaço em um mercado cada vez mais pressionado por eficiência.



