O comércio eletrônico brasileiro registrou crescimento expressivo em fevereiro, mas também mostrou mudanças no comportamento de consumo digital. Um levantamento da Nuvemshop, plataforma de e-commerce que atua no Brasil e na América Latina, aponta que as buscas e compras via smartphone perderam participação, enquanto o desktop ganhou espaço na conclusão de pedidos online.
De acordo com o estudo, cerca de 2,11 milhões de pedidos foram realizados no período analisado, representando alta de 26,6% em comparação com fevereiro do ano passado. O faturamento das lojas acompanhou esse movimento e registrou crescimento de 33,7% na mesma base de comparação anual.
Apesar de o smartphone continuar liderando as compras no e-commerce, a participação desse dispositivo apresentou leve recuo. Em fevereiro, 72% dos pedidos foram concluídos via celular, o que representa queda de aproximadamente 8% em relação ao mesmo mês de 2025.
No sentido oposto, o desktop ampliou sua presença nas finalizações de compra, passando de 15% para 19% do total de pedidos no mesmo período. O movimento indica uma redistribuição entre dispositivos ao longo da jornada digital de consumo.
Segundo o cofundador e presidente da Nuvemshop, Alejandro Vázquez, essa mudança está relacionada à forma como os consumidores utilizam diferentes telas ao longo do processo de compra.
“O consumidor transita entre diferentes telas ao longo do processo e utiliza o canal que oferece mais conforto ou segurança para finalizar a compra. Isso reforça a importância de plataformas que garantam uma experiência consistente, independentemente do dispositivo”, afirma.
O executivo destaca ainda que a expansão do modelo D2C (Direct-to-Consumer) — no qual marcas vendem diretamente ao consumidor final — tem incentivado empresas a investir em soluções tecnológicas que tornem a navegação mais simples e reduzam barreiras no momento do pagamento.
Um dos indicadores dessa tendência é a adoção crescente de checkouts integrados. De acordo com o levantamento, 61% das lojas já utilizam esse tipo de solução, que simplifica o processo de pagamento ao reduzir etapas no checkout.
“Trata-se de ferramentas que reduzem etapas no processo de pagamento e contribuem para aumentar a taxa de conversão nas lojas online”, pontua.
Outro destaque do estudo é o avanço dos pagamentos instantâneos no comércio eletrônico. O Pix respondeu por 48% das transações realizadas, mantendo-se como o principal meio de pagamento entre os consumidores que compram online.
“No comércio eletrônico, principalmente no modelo D2C (Direct-to-Consumer), a tecnologia tem papel fundamental na jornada de compra. Quanto mais simples e rápida for a experiência desde a descoberta do produto até o pagamento, maior é a probabilidade de conversão. Neste sentido, temos observado cada vez mais as marcas investindo em soluções que eliminam etapas desnecessárias e conectam atendimento, pagamento e logística em uma única experiência para o consumidor”, conclui o presidente da Nuvemshop.



