Som e imagem imersivos mudam a forma de assistir esportes

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A maneira como o público consome esporte passou por uma transformação profunda. O torcedor já não se contenta apenas em acompanhar o placar ou assistir à partida de forma passiva. Hoje, a expectativa é sentir o jogo: o ruído do estádio, o impacto das jogadas, o silêncio antes de um momento decisivo e a reação coletiva do público fazem parte da experiência, especialmente em eventos esportivos de grande porte.

Os números de audiência ajudam a dimensionar esse interesse. No México, um dos maiores mercados esportivos da América Latina, a transmissão do Super Bowl LIX por uma única emissora alcançou 9,5 milhões de espectadores. No Brasil, a final também mobilizou o público, com cerca de 74 mil pessoas acompanhando a partida apenas na região metropolitana de São Paulo. Mais do que os dados em si, o que chama atenção é a mudança na conversa em torno do esporte, cada vez mais centrada em como o jogo foi vivenciado em casa ou em experiências coletivas, como exibições em telões de cinema.

Esse movimento está diretamente ligado à busca por imersão audiovisual. A experiência deixou de ser um diferencial técnico para se tornar uma expectativa do público. Quando imagem e som conseguem reproduzir a intenção criativa da transmissão, o ambiente doméstico se aproxima da sensação de estar no estádio, com profundidade visual, clareza de detalhes e uma atmosfera sonora que sustenta a emoção ao longo da partida.

“Os esportes já não são consumidos como uma transmissão tradicional. O torcedor quer sentir o jogo em casa, com uma experiência que o coloque dentro do ambiente e sustente a emoção ao longo da partida”, explica Víctor Méndez, Diretor para a América Latina e México na Dolby Laboratories.

Esse avanço ocorre em um cenário no qual o ecossistema tecnológico já está estabelecido. Plataformas como Amazon, Disney+ e Peacock transmitem eventos esportivos ao vivo com Dolby Atmos e Dolby Vision, elevando o padrão da experiência doméstica. Para acessar esse nível de imersão, é fundamental que TVs, barras de som ou outros dispositivos do usuário sejam compatíveis com essas tecnologias.

Muitos consumidores, inclusive, já possuem equipamentos preparados para essa experiência sem necessariamente ter plena consciência disso. “O interessante é que essa experiência premium já está presente em milhões de lares, muitas vezes sem que o usuário tenha plena consciência disso”, comenta Méndez. “O torcedor não mudou de um dia para o outro; ele simplesmente percebeu a mudança que foi feita ao seu redor.”

No áudio, o protagonismo é evidente. Tecnologias como o Dolby Atmos colocam o som no centro da experiência esportiva ao reproduzir o ambiente do estádio com precisão espacial. A separação entre narração, torcida e ação cria uma paisagem sonora envolvente, capaz de ampliar a sensação de presença. “O áudio é o que ativa a emoção esportiva. Quando o som envolve você e o estádio parece estar ao redor, o cérebro interpreta essa proximidade. Essa sensação muda a forma de vivenciar cada jogada”, afirma Méndez.

A imagem também desempenha papel decisivo, especialmente em esportes de alta velocidade. A reprodução precisa de brilho, contraste e cor, proporcionada pelo Dolby Vision, contribui para maior clareza visual, profundidade e percepção de detalhes, reforçando a sensação de realidade da ação em campo.

No fim, o esporte continua sendo emoção em tempo real. A diferença entre uma transmissão correta e uma experiência memorável está nos detalhes sensoriais que aproximam o torcedor da ação. É nesse contexto que a tecnologia imersiva deixa de ser acessório e passa a integrar o novo padrão de consumo esportivo dentro de casa.

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