A rápida expansão do Pix tem acelerado a transformação do ecossistema de pagamentos no Brasil e reacendido o debate sobre o papel de meios tradicionais, como o boleto bancário, especialmente no contexto das pequenas e médias empresas (PMEs). Dados do Banco Central mostram que o Pix respondeu por mais de 50,9% de todas as transações financeiras realizadas no país no primeiro semestre de 2025, somando quase 37 bilhões de operações e consolidando-se como o principal meio de pagamento no mercado brasileiro.
Esse avanço ocorre em paralelo à digitalização dos processos financeiros das empresas, que passam a lidar com volumes cada vez maiores de dados, contratos, notas fiscais e regras de remuneração. Para as PMEs, esse cenário aumenta a pressão por soluções capazes de organizar, validar e automatizar etapas críticas do fluxo financeiro, indo além do simples processamento do pagamento em si.
É nesse contexto que empresas especializadas em automação financeira ganham relevância. Fundada com foco no cálculo de remuneração variável (RV), a SplitC acompanha de perto essa transformação a partir do comportamento de seus clientes, que buscam maior controle, rastreabilidade e eficiência sobre valores que impactam diretamente o caixa. A adoção do Pix, segundo a empresa, expõe gargalos anteriores ligados à gestão de dados e à falta de integração entre processos financeiros.
Segundo Gabriel Segers, cofundador e CEO da SplitC, “a digitalização dos meios de pagamento não é mais uma tendência, é uma realidade que já está transformando a forma como empresas gerenciam seus recebíveis e compromissos financeiros. O Pix impulsionou essa mudança ao tornar as transações instantâneas e de baixo custo, mas o verdadeiro ganho de eficiência acontece quando as empresas organizam melhor as informações que antecedem o pagamento, como cálculos, validações e regras de remuneração.”
Indicadores de mercado reforçam esse movimento. Um relatório recente apontou que o Pix processou aproximadamente 64 bilhões de transações ao longo de 2024, representando um crescimento superior a 50% em relação ao ano anterior e superando o volume combinado de operações com cartões de crédito e débito. Ainda assim, o boleto bancário mantém relevância no ambiente corporativo, com cerca de R$ 2,47 trilhões movimentados em transações B2B, o que indica uma convivência entre diferentes instrumentos de pagamento.
Para Segers, essa coexistência não representa um conflito direto entre tecnologias, mas sim uma evolução do modelo financeiro adotado pelas empresas. “O que estamos observando é a transição de um sistema fragmentado e manual para um ecossistema em que dados, regras de negócio e processos financeiros são orquestrados de forma integrada. Isso traz benefícios como maior previsibilidade de caixa, redução de erros e ganhos de eficiência para as PMEs”, explica.
Além do crescimento do Pix, outro sinal dessa transformação é a adoção crescente de soluções especializadas voltadas à automação do cálculo de comissões e bônus. Essas plataformas também oferecem visibilidade em tempo real dos valores a colaboradores e parceiros, possibilitam assinatura digital de documentos, envio, coleta e autovalidação de notas fiscais e estruturam as informações necessárias para que os pagamentos ocorram de forma mais segura e organizada.
Segers destaca: “Quando a empresa automatiza o cálculo da remuneração variável e centraliza regras, contratos e validações, ela reduz drasticamente retrabalho, planilhas manuais e divergências. Isso impacta diretamente a saúde financeira do negócio, independentemente do meio de pagamento utilizado.”
Na avaliação do executivo, a discussão sobre o futuro do boleto e a consolidação do Pix vai além da adoção de novas tecnologias. “Está ligado à maturidade da gestão financeira das empresas. À medida que soluções de automação e governança ganham espaço, as PMEs passam a operar com mais transparência, previsibilidade e competitividade em um ambiente cada vez mais digital”, conclui.



