5 tendências de automação residencial para 2026

A automação residencial entra em 2026 impulsionada por transformações profundas: casas mais inteligentes, sistemas mais proativos, integração total entre energia e tecnologia e, sobretudo, uma busca crescente por soluções que entreguem conforto com eficiência.

O setor, antes concentrado em cenas de iluminação e comandos de voz, agora avança para modelos que aprendem rotinas, interpretam contexto e funcionam de forma quase imperceptível — tendências que já começam a ganhar espaço nos projetos de alto padrão.

Esse movimento é acompanhado por um crescimento consistente. Segundo dados da IDC (International Data Corporation), o mercado de automação residencial no Brasil cresce a uma taxa de 30% ao ano, superando a média global. A consultoria Mordor Intelligence projeta que o mercado mundial de casas inteligentes atinja US$ 370,9 bilhões até o final de 2025.

No país, a Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (Aureside) registra mais de 900 mil residências automatizadas em 2024. No segmento premium, esse número reflete uma realidade já consolidada: automação é hoje um dos pilares do luxo contemporâneo.

Para Lucas Souza de Freitas, especialista em automação residencial e corporativa de alto padrão, 2026 deve consolidar tendências que estavam em construção nos últimos anos, mas que agora ganham maturidade tecnológica e demanda real do mercado. A seguir, ele aponta as cinco principais forças que devem guiar o setor no próximo ano.

Gestão de energia inteligente

A automação passa a desempenhar papel central na eficiência energética das residências. Painéis elétricos capazes de medir consumo por circuito, integração com energia solar e baterias e sistemas que priorizam horários e fontes de uso tornam a casa mais consciente do próprio gasto. “A residência começa a ‘pensar energia’ junto com conforto. Ela entende o que deve ligar, quando ligar e qual fonte usar”, afirma Lucas.

IA embarcada e menor dependência da nuvem

Outro movimento importante é a migração da inteligência para dentro da própria casa. A IA passa a operar localmente, aprendendo padrões e ajustando luz, climatização e alguns equipamentos sem comando direto. “A automação deixa de ser reação e vira antecipação. Ela resolve pequenas questões antes de você pedir”, explica. Isso também torna o sistema mais estável em regiões com internet instável.

Tecnologia invisível como padrão

Em 2026, a automação avança no sentido de desaparecer visualmente. Equipamentos embutidos, interfaces discretas e sistemas que operam silenciosamente tornam a experiência mais fluida. Para Lucas, essa é uma demanda clara do alto padrão. “Luxo não combina com excesso. A casa sofisticada é aquela em que a tecnologia funciona sem aparecer.”

Evolução da automação por voz — mas sem protagonismo absoluto

A voz segue evoluindo com o suporte da IA generativa, entendendo sotaques, pausas e intenção com cada vez mais precisão. No entanto, não deve se tornar a interface principal da residência. “A voz é ótima para comandos rápidos, mas ainda não substitui boas interfaces físicas ou automações que acontecem sozinhas. O cliente quer naturalidade, não dependência total”, comenta.

Segurança física e digital integradas

Sensores e câmeras avançam para reduzir falsos alarmes e interpretar melhor o ambiente, enquanto automações passam a reagir automaticamente a eventos de risco. Paralelamente, cresce a atenção à cibersegurança residencial. “Invadir a casa digitalmente já é tão sério quanto invadir fisicamente. Segurança física e digital agora caminham juntas”, diz o especialista.

    Apesar do avanço tecnológico, Lucas destaca que o Brasil ainda enfrenta desafios como custo elevado de hardware, falta de padronização entre fabricantes e escassez de mão de obra altamente qualificada. Mesmo assim, ele acredita que 2026 será marcado pela maturidade da automação residencial. Para ele, a palavra que define o próximo ano é antecipação. “O verdadeiro luxo é a casa que resolve as coisas antes de você se preocupar com elas”, finaliza.

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