Omoda e Jaecoo planejam produção no Brasil em 2027

As marcas Omoda e Jaecoo, ligadas ao grupo chinês Chery, avançam em seus planos de produção industrial no Brasil com início previsto para 2027. A estratégia inclui a fabricação local de veículos e a introdução de um modelo elétrico compacto, voltado ao mercado nacional e alinhado à expansão das montadoras chinesas na América do Sul.

Segundo informações, a produção deve ocorrer em uma fábrica já existente, que passará por adaptações para atender às necessidades técnicas e regulatórias das novas marcas. A escolha por iniciar a operação com uma linha de montagem local busca reduzir custos logísticos, tornar os preços mais competitivos e facilitar o acesso a incentivos fiscais vinculados à produção nacional.

Muitos modelos

O portfólio previsto inclui um carro elétrico compacto, segmento considerado estratégico para a ampliação da mobilidade elétrica no Brasil. A aposta em um modelo de menor porte dialoga com o perfil do consumidor brasileiro, que prioriza veículos urbanos, eficiência energética e custos de aquisição mais baixos, além de atender às exigências de uso em grandes centros urbanos.

Antes do início da produção local, Omoda e Jaecoo devem operar com veículos importados, estratégia comum entre novas marcas que entram no mercado brasileiro. Esse período será utilizado para consolidar a rede de concessionárias, estruturar o pós-venda e avaliar a receptividade dos consumidores aos modelos oferecidos, incluindo opções eletrificadas e híbridas.

A chegada das duas marcas ocorre em um contexto de aumento da presença de fabricantes chinesas no Brasil, que vêm ampliando investimentos em eletrificação, conectividade e novos modelos de negócios. Esse cenário intensifica a concorrência no setor automotivo, especialmente nos segmentos de SUVs e veículos elétricos, pressionando marcas já estabelecidas a reverem estratégias e portfólios.

Especialistas do setor avaliam que a produção local também pode acelerar a adoção de carros elétricos no país, desde que acompanhada de preços competitivos, expansão da infraestrutura de recarga e políticas públicas de incentivo.

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