As pequenas e médias empresas brasileiras estão cada vez mais expostas a ameaças digitais à medida que ampliam o uso de serviços em nuvem e ferramentas baseadas em inteligência artificial. Um estudo da Kaspersky mostra que falhas de segurança na nuvem, ataques apoiados por IA e golpes de phishing concentram hoje as principais preocupações das PMEs em relação à cibersegurança.
Segundo o levantamento, 62% das empresas brasileiras de pequeno e médio porte apontam as falhas de segurança em ambientes de nuvem como o maior risco para seus negócios. O mesmo percentual afirma que ataques baseados em inteligência artificial representam uma das principais ameaças enfrentadas atualmente. Já o phishing aparece na sequência, citado por 32% das organizações entrevistadas.
Os dados refletem o impacto da transformação digital nas PMEs, que passaram a utilizar cada vez mais plataformas em nuvem para armazenar informações e operar processos críticos. Ao mesmo tempo em que essas tecnologias ampliam a eficiência, também aumentam a superfície de exposição a ataques capazes de comprometer dados e interromper operações.
De acordo com a Kaspersky, as falhas de segurança na nuvem ocorrem quando informações armazenadas em serviços digitais ficam vulneráveis devido a configurações incorretas, acessos não autorizados ou deficiências na proteção dos sistemas. Nesses casos, dados sensíveis podem ser expostos, afetando diretamente a continuidade das operações e a segurança das informações corporativas.
Os ataques baseados em inteligência artificial também ganham espaço entre as preocupações das empresas. A tecnologia vem sendo utilizada por criminosos para desenvolver golpes mais sofisticados, como mensagens e e-mails altamente personalizados, tornando mais difícil identificar tentativas de fraude. Para organizações que contam com equipes reduzidas ou recursos limitados para segurança da informação, esse cenário amplia os desafios de prevenção.
O phishing permanece entre os métodos mais utilizados pelos cibercriminosos. A estratégia consiste em simular comunicações de empresas, instituições ou pessoas confiáveis para induzir vítimas a compartilhar dados confidenciais ou fornecer credenciais de acesso. Além dos prejuízos financeiros, esse tipo de golpe pode comprometer a reputação das empresas e afetar a confiança de clientes e parceiros.
“Para uma PME, um incidente de segurança pode interromper vendas, comprometer dados de clientes e afetar diretamente a confiança no negócio. As PMEs precisam de soluções automatizadas e sistemas inteligentes capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, identificar comportamentos suspeitos e responder de forma imediata. Só assim elas conseguem manter uma defesa eficaz e fortalecer sua segurança em cada etapa do crescimento do negócio”, comenta Angela Kanbour, diretora de vendas PMEs da Kaspersky Brasil.
No contexto do Mês das PMEs, a Kaspersky destaca a adoção de soluções de Detecção e Resposta em Endpoints (EDR) como uma alternativa para ampliar a capacidade de proteção das pequenas e médias empresas diante do crescimento das ameaças digitais.
Segundo a companhia, esse tipo de tecnologia permite identificar rapidamente ataques complexos antes que provoquem impactos relevantes, além de proteger dispositivos e ambientes em nuvem utilizados nas operações remotas.
As soluções também contribuem para fortalecer a capacitação das equipes em cibersegurança, apoiando a identificação de ameaças e a gestão das informações corporativas. Entre as funcionalidades apontadas pela empresa estão o gerenciamento de atualizações de segurança, recursos de criptografia para proteção de dados sensíveis e a possibilidade de implantação gradual, de acordo com o porte e o orçamento de cada negócio.
Outro diferencial destacado pela Kaspersky é a possibilidade de contar com o suporte de especialistas externos para orientar processos de detecção e resposta a incidentes, complementando o trabalho das equipes internas de tecnologia e segurança da informação.



