A eletrificação dos veículos comerciais deixou de ser apenas uma pauta de sustentabilidade para se tornar uma decisão de negócios. Durante sua apresentação na Future Mobility 2026, Rodrigo Pikussa, Managing Director da Farizon, destacou como a combinação entre redução de custos operacionais, avanços tecnológicos e ampliação da infraestrutura vem acelerando a adoção de veículos elétricos por empresas de logística e transporte.
A Farizon Brasil atua nos segmentos de vans, caminhões e veículos comerciais leves totalmente elétricos, apostando em soluções com emissão zero de CO₂ para operações urbanas e logísticas
“Gosto de traçar um paralelo entre o veículo elétrico e o caminhão. São ativos de alto valor que precisam operar o máximo de tempo possível para entregar o melhor retorno financeiro”, afirmou Pikussa.
Segundo o executivo, a sustentabilidade financeira continua sendo o principal fator considerado pelas empresas antes de investir em novas tecnologias. Por isso, a eletrificação precisa demonstrar ganhos concretos de eficiência e redução de custos. Nesse cenário, o mercado vem registrando forte expansão, com o aumento da oferta de modelos e a entrada de novos fabricantes.
Além da Farizon, marcas como Foton, JAC Motors, Mercedes-Benz e Ford ampliam a disponibilidade de veículos elétricos, fortalecendo o ecossistema e incentivando o desenvolvimento da infraestrutura necessária para o setor.
Apesar da crescente concorrência entre fabricantes, Pikussa avalia que o avanço do mercado tende a beneficiar toda a cadeia. Durante a apresentação, ele citou a Lei de Swanson, segundo a qual os custos de determinadas tecnologias caem à medida que a produção aumenta. Na prática, isso significa que a expansão do mercado pode tornar os veículos elétricos cada vez mais competitivos.
As projeções apresentadas indicam que, a partir de 2030, veículos elétricos poderão atingir paridade de preço com modelos a diesel em algumas categorias, mantendo uma vantagem significativa no custo total de operação ao longo da vida útil.
Parte dessa vantagem está relacionada à simplicidade mecânica dos veículos elétricos. Enquanto um veículo elétrico utiliza cerca de 200 componentes móveis, um modelo a combustão pode ultrapassar 1.400 peças. A redução da complexidade mecânica diminui a necessidade de manutenção e substituição de componentes, contribuindo para menores custos operacionais ao longo do tempo.



