
A presença crescente de fabricantes internacionais na Eletrolar Show tem ampliado as possibilidades de conexão entre a indústria global e o varejo brasileiro. Para Romulo Fernandes, sócio-proprietário da 2RF — grupo responsável pela rede Loucos por Games e por operações no segmento de automação comercial —, essa aproximação representa uma das transformações mais relevantes para o mercado de eletrônicos e tecnologia.
Com atuação concentrada no Ceará, a empresa tem como foco principal o varejo de produtos gamers e informática. Participando da feira pela terceira vez, Fernandes afirma que a Eletrolar se consolidou como um importante ponto de encontro para fortalecer relacionamentos com fornecedores e acompanhar os lançamentos que devem movimentar o mercado nos próximos meses.
“A feira é um momento para encontrar pessoalmente parceiros com quem falamos o ano inteiro, entender o que está chegando ao mercado e renovar o olhar sobre o mix de produtos. É um ambiente que conecta negócios, tendências e relacionamento”, afirma.
Ao percorrer os estandes da edição de 2026, o executivo observou uma presença ainda mais forte de grandes marcas ligadas aos segmentos da 2RF. Segundo ele, a evolução da estrutura da feira e o aumento do número de expositores reforçam a importância do evento como canal estratégico de aproximação entre fabricantes e varejistas.
Mas o principal insight veio da participação crescente de empresas asiáticas. Após visitar recentemente feiras internacionais na China, Fernandes identificou uma convergência entre os movimentos observados no mercado global e o que está sendo apresentado na Eletrolar Show. Para ele, a tendência é que fabricantes estejam cada vez mais próximos das necessidades específicas do consumidor brasileiro.
“Antes, muitos produtos chegavam prontos e o mercado precisava se adaptar ao que vinha de fora. Hoje vemos fabricantes mais preocupados em entender o gosto do brasileiro e desenvolver produtos alinhados a essa realidade. Essa personalização tende a gerar mais valor e mais vendas para toda a cadeia”, destaca.
Na avaliação do executivo, a aproximação entre os polos produtivos asiáticos e os canais de distribuição nacionais deve acelerar a chegada de lançamentos, ampliar as possibilidades de customização e fortalecer marcas que conseguem traduzir melhor as preferências do consumidor local. Um movimento que, para ele, já começa a redefinir a forma como o mercado de tecnologia se desenvolve no país.



