Como a cozinha se tornou o novo centro da casa 

Por muito tempo, a cozinha permaneceu isolada do restante da casa. Gordura e barulho eram mantidos longe dos demais ambientes e, em geral, o espaço era comandado por funcionários. Mas os alimentos já reuniam famílias e amigos na mesa de jantar.

“A comida serve para conectar pessoas. Tudo começou com o fogo ainda na pré-história”, disse Otávio Gentile, chef e sócio da Otávio Gentile Experiência Gastronômica e do Sonnys Casual Food e Deli, durante a Interior Lifestyle South America, que acontece no Distrito Anhembi, em São Paulo, até quinta-feira (25/6).

Com o tempo, o comportamento das pessoas mudou. A popularização dos reality shows culinários tornou a cozinha mais glamourosa, enquanto a pandemia transformou os moradores em protagonistas deste cômodo.

O resultado: a arquitetura da casa passou a mudar. A cozinha, antes isolada, começou a se integrar aos demais cômodos do lar.

“Integrar cozinha e sala é um dos principais desafios dos projetos atuais. A arquitetura precisa equilibrar convivência e praticidade, com soluções que reduzam ruídos e a dispersão de gordura, facilitem a organização e tornem a experiência visual mais agradável para os moradores”, diz Gentile.

A indústria também se adaptou. Marcas como KitchenAid, Smeg e Ariete passaram a investir em eletrodomésticos com cores e design marcantes. “Acabamentos metálicos ou pretos transformam as peças em objeto de decoração”, opina.

A integração dos ambientes também ampliou a demanda por soluções tecnológicas capazes de tornar a experiência mais prática e intuitiva. Fornos combinados permitem diversas funções, com temperatura e tempo automatizados. Geladeiras ganham telas, enquanto processadores multifuncionais ajudam no preparo dos alimentos e oferecem orientações passo a passo.

“Quando o morador faz a comida, a cozinha vira o centro da experiência humana”, conclui.

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