O bem-estar é uma tendência cada vez mais presente no estilo de vida das pessoas. O mesmo acontece na forma de projetar a casa.
“É preciso entender o ser humano como protagonista do projeto. Cada espaço deve ser pensado a partir do que é importante para cada cliente, porque cada projeto carrega necessidade e identidade própria”, disse Dani Guardini, arquiteta fundadora da Guardini Stancati Arquitetura e Interiores durante a Interior Lifestyle South America, que acontece no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento vai até quinta-feira (25/6) e discute tendências e inovações na arquitetura e no design.
“O bem-estar é resultado de escolhas diárias, como alimentação, atividade física e sono de qualidade, mas também depende dos ambientes em que vivemos e trabalhamos, que podem tanto promover quanto prejudicar a saúde”, apontou a arquiteta.
Ela elencou sete pilares para ambientes que levam em consideração saúde, equilíbrio e longevidade:
A luz é responsável por regular o ciclo circadiano e o funcionamento do corpo. Durante o dia, ela sugere a prevalência de iluminação natural – com janelas de vidro ou jardins internos. No restante do dia, a luz deve se adaptar ao contexto: a lâmpada branca para a produtividade e a amarelada para relaxar e melhorar o sono.
A qualidade do ar se reflete na saúde respiratória. Dani sugere ambientes com ventilação natural, quando possível, ou o uso de filtros de ar – especialmente importantes em locais onde a umidade pode favorecer o mofo.
O conforto é outro pilar e abrange diferentes frentes, como acústico, térmico e visual. “A acústica é uma das coisas que mais contribuem para a irritabilidade. A pessoa pode se acostumar, mas o som continua atrapalhando o bem-estar”, exemplifica.
Os materiais escolhidos refletem no bem-estar da casa. Prefira materiais naturais, que trazem sensação de acolhimento e apelo sensorial.
A biofilia define a tendência dos seres humanos de buscarem relação com a natureza. Dentro de casa isso se traduz na presença de plantas, materiais naturais e texturas que remetem ao meio ambiente.
Segundo a arquiteta, o projeto do espaço pode estimular comportamentos mais saudáveis no dia a dia. Uma escada com janela e jardim pode propiciar o movimento, um espaço para leitura pode facilitar o hábito e uma cozinha funcional facilita que as refeições sejam preparadas em casa.
Por fim, ela aponta a importância da conexão para uma casa que propicie o bem-estar. “Crie espaços para compartilhar com família e amigos, separe a sala de TV da sala de estar e conecte o jantar com a cozinha gourmet”, diz.



