Ads e social commerce: Mercado Livre detalha estratégias de conversão

Mercado Livre
Audiência de 84 milhões no site e rede de afiliados de 7 milhões impulsionam compras de eletroeletrônicos

Presença digital sozinha não é mais diferencial competitivo. Afinal, se todo varejista passa a estar no e-commerce, é a capacidade de estar em vários canais e cultivar comunidades que pode fazer a diferença. Algoritmos, mídia digital e social commerce são ferramentas que estão mudando as estratégias das marcas para mais visibilidade e conversão.

Esse foi o tema de palestra ministrada por dois executivos do Mercado Livre durante o segundo dia da Eletrolar Show All Connect 2026 – evento que começou na segunda-feira (22) e vai até quinta-feira (25) no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Para eles, as marcas precisam ser vistas, lembradas e encontradas para converter visibilidade em vendas. E é fundamental entender como construir relacionamento com o consumidor e transformar dados em estratégias de conversão.

Um dos caminhos pode ser aproveitar a audiência que já frequenta marketplaces, como o próprio Mercado Livre, que já há alguns anos oferece o Ads – serviço de mídia paga dentro do próprio site, aproveitando a audiência de 84 milhões de usuários únicos mensais na América Latina.

“O consumidor está todos os dias na plataforma. Em um buscando determinada categoria de supermercado, em outro celulares, que tem um ciclo de compra muito mais longo. Outras vezes quer produtos para a Copa do Mundo. São momentos em que temos a oportunidade de capturar”, ponderou Fernanda Gomes Correa, Senior Sales Manager for Leading Brand Advertising do Mercado Livre.

O Mercado Livre promete, através do Mercado Ads, usar dados para criar jornadas de consumo. Isso significa na prática comunicação massiva (reconhecimento), consideração (estímulo contínuo) e vendas diretas, utilizando o algoritmo e machine learning.

Social commerce

“Antigamente havia uma separação muito grande entre rede social e plataforma de comércio eletrônico. No marketplace tem compras e no outro lugar você ia para obter entretenimento. O social commerce veio para juntar as duas coisas”, explicou no palco Rodrigo de Araujo Freitas, Social Commerce Local Senior Manager do Mercado Livre.

Para o executivo, a tendência é a evolução do “boca a boca” – da conversa individual para recomendações digitais feitas por criadores de conteúdo e influenciadores. Esses “creators”, aliás, gozam de uma imensa confiança entre o próprio público, o que é ideal para estimular o consumo dos itens que eles avaliam ou usam: dados de mercado citados por Freitas indicam que 79% das pessoas confiam mais em recomendações de criadores do que em anúncios de marcas.

Para aproveitar a tendência, o Mercado Livre lançou um programa oficial de afiliados em 2022, depois expandido para incluir criadores de conteúdo. Eles ganham comissão por vendas geradas através de links que distribuem nas próprias redes. Além das comissões, eles também recebem com base em número de visualizações (views) de vídeos que produzem sobre produtos disponíveis Mercado Livre, o que incentiva a produção de conteúdo que viralize.

O Mercado Livre também tem organizado “experiências” como eventos, lançamentos de produtos com marcas parceiras para “top” afiliados e criadores. Isso permite que os criadores tenham acesso direto a produtos, recebam educação sobre eles e gerem conteúdo, aumentando, segundo o executivo, a credibilidade e o engajamento com as marcas.

O programa conta atualmente com mais de 7 milhões de afiliados registrados na América Latina. No Brasil, são vendidos 168 produtos por minuto através de links de afiliados, disse o executivo. As principais categorias são tecnologia, beleza e moda.

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