Em sete segundos, um cliente forma uma impressão de confiança ou desconfiança sobre uma loja. Em 30 segundos, decide se vai explorá-la ou sair. Em até três minutos, uma venda pode ser concretizada. Para os especialistas Sadi e Claudio Gioda, a arquitetura tem papel decisivo nesse processo ao transformar o espaço físico em uma experiência para o consumidor.
A conversa foi comandada pelos sócios e irmãos da Gioda Arquitetura e Publicidade junto, Sadi, publicitário, e Claudio, arquiteto. A conversa aconteceu durante a Interior Lifestyle South America.
Eles contam que, com o e-commerce, a necessidade de ir até lojas diminuiu. Assim, os espaços físicos passam a ter que criar experiências para os clientes. “A marca promete e a arquitetura entrega as sensações”, diz Claudio.
Excesso de informação, falta de conexão entre marca e arquitetura e comunicação confusa podem afastar o consumidor. Em contrapartida, uma iluminação estratégica, o contraste entre luz e sombra e experiências construídas a partir dos cinco sentidos — com composição de texturas e materiais, adoção de música ambiente e aromas próprios — ajudam a fortalecer a conexão com o público.
Outra tendência comum tem sido combinar serviços, como a criação de cafés por marcas de moda, como a Track&Field, no Brasil. “O cliente não apenas compra, ele escolhe ir até o lugar”, diz Sadi.
Um dos cases apresentados pelo escritório foi uma marca de investimentos, que quis deixar para trás um ambiente tradicional para se inspirar nas salas VIP de aeroportos. O resultado foi um espaço acolhedor, com materiais nobres, como madeira e couro, e inovação tecnológica conectada ao público-alvo.
“A persona da empresa não era apenas um cliente, mas um visionário que enxerga valor no espaço e decide investir nele. Buscamos criar uma conexão genuína com esse público, baseada em valores fundamentais e na entrega de uma experiência de qualidade premium”, conclui Sadi.



