Sherwin-Williams mostra o processo por trás das cores do ano

Patrícia Fecci, gerente de marketing de cores e design de arquitetura da Sherwin-Williams

A revelação das cores do ano é um dos principais anúncios de tendências de design e moda. O que poucos sabem é o que está por trás dessas escolhas. Não são tonalidades aleatórias, mas sim baseadas na evolução do comportamento.

Durante a Interior Lifestyle South America, Patrícia Fecci, gerente de marketing de cores e design de arquitetura da Sherwin-Williams, contou sobre as tendências de cores para 2026 e como essas paletas anuais se materializam.

Para 2026, são quatro paletas. A primeira é formada pelos tons esfumaçados, com predominância de verdes e azuis desaturados, que criam atmosferas suaves e contemplativas. Essa paleta, segundo ela, responde à busca por ambientes mais silenciosos e equilibrados, funcionando como um “respiro visual” em meio ao excesso de estímulos do cotidiano.

Em seguida aparecem os tons iluminados, compostos por amarelos, laranjas e vermelhos mais quentes, associados à energia, à memória afetiva e à expressão emocional. “São cores perfeitas para momentos de textura, personalidade e conexão afetiva”, disse Patrícia.

A terceira paleta é a dos escuros regenerativos, que reúne marrons, verdes e azuis mais profundos e sofisticados. Esses tons carregam uma sensação de introspecção e acolhimento, ao mesmo tempo em que trazem densidade e elegância aos projetos.

Já a quarta paleta é composta pelos tons clássicos e atemporais, com neutros como brancos, beges, cinzas e pretos suavizados. “São tons que não se impõem, mas sustentam, contrastam e equilibram. Eles ganham um fundo quente que acolhe”, esclarece Patrícia. “São opções que funcionam para contextos multigeracionais”, completa.

Essas tendências são estudadas a partir de uma leitura de comportamento social, cultural e tecnológico. Institutos e marcas do setor observam movimentos da sociedade ao longo do tempo, identificando sinais que aparecem na moda, no design de interiores, na arquitetura, no consumo e até no uso de tecnologia.

Segundo Patrícia, a análise não parte de mudanças abruptas, mas de uma evolução gradual: as cores de um determinado período são entendidas como resposta ao contexto emocional e social vivido pelas pessoas.

“Em 2022, quando saímos da pandemia, havia uma necessidade de trazer a natureza para dentro de casa, por isso os tons eram mais esverdeados. Agora, a demanda é por ambientes que desestimulem, tragam mais calma e reduzam o excesso de informação — o que explica o Cáqui Universal, um bege levemente amarronzado, para 2026”, compara.

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