DocuSign desmistifica o uso de IA na área jurídica com poderosa plataforma

A DocuSign vem reforçando o papel da Inteligência Artificial (IA) em sua plataforma de gestão de contratos, a Intelligent Agreement Management (IAM), argumentando que ela pode elevar a produtividade das equipes jurídicas sem substituir os advogados. Heitor Miranda, líder do Jurídico da empresa na América Latina, destaca que a IA libera os profissionais das tarefas operacionais mais repetitivas, como revisão de contratos, para que possam se dedicar a análises mais estratégicas.

De fato, a adoção da IAM cresce no Brasil: segundo a própria DocuSign, a solução está conectada a ferramentas já usadas por grandes empresas (como Salesforce e SAP) e integra um motor de IA chamado Iris, treinado com décadas de conhecimento em contratos.

Esse sistema permite que agentes de contrato alimentados por IA analisem riscos, sinalizem cláusulas críticas e acelerem ciclos de revisão. Essas capacidades estão transformando gargalos administrativos em fluxos de trabalho mais eficientes.

Embora haja preocupação de que a IA possa ameaçar empregos jurídicos, a posição da companhia é clara: ela não substitui o advogado, mas o potencializa. A IA sugere redações, aponta riscos e corrige inconsistências, liberando tempo para que os profissionais se concentrem em atividades de maior valor estratégico.

Melhores dados, melhores resultados

Outro ponto frequentemente questionado é se a IA no jurídico precisa ser “treinada”, e a resposta é sim: a eficácia dessas ferramentas depende diretamente da qualidade dos dados usados para alimentá-las. Dados incompletos, desatualizados ou enviesados podem comprometer os resultados. Por isso, a empresa enfatiza a importância de utilizar IA especializada para gestão de contratos, com integração a bases de dados relevantes e modelos treinados para contextos jurídicos específicos.

Também há dúvidas sobre se pequenos escritórios jurídicos ou departamentos enxutos conseguem aproveitar essa tecnologia. E a resposta também é sim: a IA permite que equipes menores automatizem minutas, façam triagem de documentos e monitorem prazos, abrindo espaço para que também atuem de maneira estratégica e produtiva.

Em relação à gestão de acordos em si, a empresa afirma que a IA traz ganhos reais: automatiza atividades manuais, reduz riscos e gera insights de contratos que antes ficavam perdidos em arquivos estáticos. Com isso, os departamentos jurídicos podem agregar mais valor ao negócio, em vez de ficarem sobrecarregados por burocracia.

Por fim, Miranda reforça que investir em IA não basta: o verdadeiro valor aparece quando a tecnologia é usada junto com pessoas bem treinadas. Para ele, a transformação jurídica exige tanto a automação de processos quanto o desenvolvimento humano. Só assim a IA se torna um instrumento de produtividade e não uma promessa vazia.

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