Autonomia pesa na compra de carros eletrificados

comportamento do consumidor de carros eletrificados

A autonomia aparece como um dos principais fatores de valorização dos carros eletrificados entre os consumidores brasileiros. Segundo levantamento do Webmotors Autoinsights, 62% dos entrevistados que ainda não possuem um veículo híbrido ou elétrico afirmam que aceitariam pagar mais por um modelo capaz de percorrer uma distância maior com uma carga ou abastecimento.

O dado mostra que, para esse público, a capacidade de rodagem pode ter mais peso na decisão do que alguns recursos associados à evolução tecnológica dos automóveis. Sensores e assistentes de condução, por exemplo, foram mencionados por 39% dos participantes como justificativa para desembolsar um valor adicional. Na sequência aparecem manutenção econômica e simples, com 38%, e conforto interno, citado por 35%.

O estudo foi realizado com 1,2 mil pessoas que acessaram a plataforma Webmotors em junho de 2026 em busca de um veículo. Os resultados ajudam a identificar como consumidores que ainda não possuem eletrificados avaliam preço, características e experiências antes de considerar a compra.

Até R$ 150 mil concentra maior parte das intenções

O levantamento também investigou quanto os participantes estariam dispostos a investir em um veículo eletrificado. Para 47% dos entrevistados que ainda não possuem um modelo da categoria, valores de até R$ 100 mil são considerados razoáveis.

Outros 35% colocam seu orçamento entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. A faixa de R$ 150 mil a R$ 200 mil reúne 14,3% das respostas, enquanto os valores acima de R$ 200 mil representam menos de 5% das indicações.

A distribuição mostra que o preço continua sendo uma variável importante na entrada do consumidor nesse mercado, ao mesmo tempo em que características capazes de ampliar a utilização do veículo podem justificar um investimento maior.

Test drive influencia decisão de quem já tem eletrificado

Entre os consumidores que já possuem um carro híbrido ou elétrico, a experiência prática aparece como um dos principais pontos de contato com o produto. Para 35% desse grupo, o interesse pelo modelo surgiu depois de realizar um test drive.

Outros 25% afirmaram que foram atraídos pelo veículo após vê-lo pessoalmente. O contato direto, portanto, ocupa espaço relevante no processo de decisão. Em 2025, o test drive também havia sido o principal gatilho citado por esse público, embora naquele levantamento tenha alcançado 44% das menções.

O comportamento indica que a experiência proporcionada pelo veículo pode ter papel relevante na conversão de consumidores que já estão mais próximos da categoria. Para esse público, conhecer o carro presencialmente ou dirigir o modelo aparece associado ao processo de escolha.

Custo-benefício lidera entre proprietários

A percepção sobre preço também muda entre quem já tem um eletrificado na garagem. Nesse grupo, 68% consideram aceitável investir até R$ 200 mil na aquisição de outro veículo da categoria.

As faixas de R$ 100 mil a R$ 150 mil e de R$ 150 mil a R$ 200 mil aparecem empatadas tecnicamente, com 34,3% das indicações cada uma. O resultado concentra a maior parte das intenções de investimento até a marca de R$ 200 mil.

Quando questionados sobre os fatores que influenciam a escolha, 67% dos proprietários apontam a relação custo-benefício. O visual moderno e a conectividade aparecem em segundo lugar, com 42,5%, seguidos pelo apelo ecológico, com 34%, e pela capacidade de rodagem, citada por 32%.

Os dados mostram, assim, diferenças entre quem ainda avalia a entrada no segmento e quem já possui experiência com um veículo eletrificado. Enquanto a autonomia se destaca entre os potenciais compradores como uma característica capaz de justificar um preço maior, entre os proprietários a relação entre o que o veículo oferece e seu custo aparece como o principal fator de escolha.

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